Escreva como um humano – não seja formal demais, mesmo no jornalismo

Autores jovens frequentemente tentam parecer "sólidos" e adotam o tom de um comunicado de imprensa: "o filme representa", "é oferecido ao espectador", "o diretor aborda o tema" — e o texto se torna abafado e entediante. O leitor adormece no segundo parágrafo, se não fechar a página imediatamente.

Vamos pegar "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" de Woody Allen.

⛔️ Como autores "sérios" escreveriam:

"O filme representa uma comédia romântica na qual o diretor aborda o tema das relações entre homem e mulher na sociedade contemporânea."

❇️ Como apresentar a mesma informação de forma viva:

"'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa' é quando você olha para sua ex e percebe: ela estava certa sobre você. Só Woody Allen conseguiu fazer disso uma comédia."

E sem gírias, que os novatos temem, e há uma imagem clara, e o mais importante – vida.

Substitua o jargão burocrático por analogias coloquiais: "representa" → "é sobre", "aborda o tema" → "fala sobre". Acho que o princípio está claro.

Leia o texto em voz alta — se soar como um relatório corporativo ou seu trabalho de faculdade, reescreva. Se soar como conversa de bar, também reescreva. O objetivo é precisão coloquial, mas sem exageros.

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