Você está sentado em uma reunião de planejamento. Pergunta: "Quantos pedidos foram processados?"
Gerente: "Todos que chegaram. Trabalhei sem parar."
Você olha o relatório: 230 solicitações. 140 respostas. 90 ficaram no ar.
Você pensa: "Está mentindo!"
Não. Não está mentindo.
O problema é mais profundo. O problema está em como a percepção humana funciona.
Quando um gerente responde a 10 mensagens seguidas, ele forma a sensação: "O dia todo só fiz responder". O cérebro registra a atividade. O cérebro lembra o cansaço.
E a mensagem que chegou no momento em que ele estava em uma chamada? O cérebro dele não registrou. Porque não houve contato.
A mensagem que chegou às 19:15, quando ele já estava indo para casa? Não existe na realidade dele.
O gerente trabalha com o que vê. E o invisível não conta.
Não é sobre irresponsabilidade. É sobre como a atenção funciona.
Você pode exigir "processar tudo". Mas se o sistema de registro depende da memória do funcionário, as perdas são inevitáveis.
O gerente sinceramente acredita que fez tudo o que era possível. E ele está certo — ele fez tudo que pôde VER.
E então a matemática: se uma pessoa vê apenas o que alcançou, como ela saberá sobre o que perdeu?
O relatório mostra 40% de perda. O gerente fica surpreso: "De onde?!"
É daí: dos pontos cegos.
A zona de atenção é limitada. A memória é seletiva. O cérebro se protege da sobrecarga apagando o que não processou.
E enquanto você construir o sistema na memória humana, terá esses 40%.
A solução não é fazer as pessoas serem robôs. A solução é remover do processo o que exige um robô — o registro de cada solicitação, a reação instantânea, a transparência total.
Quando a primeira linha é automatizada, o gerente vê o quadro completo. Não o que ele alcançou, mas tudo. Porque o sistema não esquece nada.
Suas pessoas não são inimigas. Elas são apenas pessoas. Com todas as limitações do cérebro.
Pergunta: você vai construir seu negócio sobre essas limitações ou vai removê-las dos pontos críticos?
Kommentare
0Noch keine Kommentare.
Melde dich an, um mitzudiskutieren.