LA no Mar Mediterrâneo

O que esperas do Chipre?
No geral, nada de especial, é uma ilha no Mar Mediterrâneo. Antes era uma colónia inglesa, depois gregos e turcos discutiram muito sobre quem declararia independência, no final, dividiram igualmente. Na parte sul é tipo Grécia, mas é um estado independente, com a sua própria equipa de futebol, economia e até o seu próprio artista para a Eurovisão (sim, houve esse concurso), onde a equipa cipriota nunca passou do segundo lugar. Na parte norte da ilha é tipo Turquia, mas é um estado independente, Chipre do Norte (República Turca do Chipre do Norte, oficialmente), que, nas melhores tradições do mundo ocidental, só é reconhecido pela Turquia.

Acontece que Chipre é bastante fixe. Há uma costa tranquila com falésias, que lembra vagamente o sul de Itália (não estive lá, mas pelos vídeos é assim), e a capital da festa Anapa Ayia Napa, e a capital económica, a cidade de Limassol.
É sobre ela que hoje escrevo as minhas memórias, e há muito para recordar. Na verdade, esta cidade lembrou-me Los Angeles em versão low-cost (também não estive lá, mas parece-me sinceramente que é assim). Um belo passeio marítimo ao longo da costa do Mediterrâneo. Ciclovias separadas, projetadas de forma que ninguém anda nelas (!). A água é tão azul quanto se possa imaginar, ou ajustar com filtros numa foto. O passeio está tão bem equipado que, mesmo depois de todas as melhorias em Moscovo, parece fantástico. E há uma vibe de leveza à volta, toda a gente passeia ou corre, ninguém incomoda ninguém. Os cafés nas proximidades estão cheios de locais que saíram para tomar o pequeno-almoço. Resumindo, slow life total, como naquela playlist que o YouTube me recomenda com uma imagem bonita e música lo-fi ao sábado de manhã.

Quando a noite cai sobre a cidade, apetece mergulhar no centro pequeno e perder-me nas ruas quentes cheias de restaurantes e bares. Pode-se jantar pelos 20 euros padrão do Chipre, e encontrar um sítio para dançar com qualquer tipo de música. Muitos russos que se mudaram para cá não agora, mas há alguns anos.

A propósito, a cidade tem 4 arranha-céus, e o próprio Chipre é considerado a capital offshore da Europa. Antes, muitos russos ricos andavam por aqui, mas desde então muita coisa mudou, e agora cada vez mais ingleses vêm para escapar aos impostos recentemente aumentados em Inglaterra.

Surpreendentemente, há apenas 4 anos era possível voar para cá sem visto pré-preparado num voo direto de Moscovo. Agora não é possível, por isso há muitos jovens de toda a Europa, mas escreverei sobre isso noutra altura.
O bilhete de Yerevan, a propósito, custou cerca de 30 euros (ida e volta!), sim, quase de graça.
Como cheguei a Yerevan, tratei do visto e quanto custou a viagem, também escreverei noutra altura. Talvez.. Escrevam se estiverem interessados.

É isso. Vou escrever sobre a aldeia tranquila e a capital da festa.

* as fotos são de todo o Chipre, não só de Limassol