
Resultados cinematográficos de 2025. Os melhores dos melhores e não só.
Chegou aquele momento de traçar um balanço do ano cinematográfico que passou. Tradicionalmente, distribuímos categorias clássicas e mais peculiares para filmes, atores e personagens que nos alegraram, surpreenderam, assustaram ou simplesmente não saíram da cabeça. 2025 não foi fácil: o cinema oscilou entre nostalgia e renovação, entre arte e blockbusters, entre triunfos e fracassos retumbantes. Confiram nossos resultados cinematográficos de 2025.
Cena do Ano — "Sinners"
Pelo número musical de seis minutos no juke joint que se tornou o maior efeito uau de 2025.
Drama do Ano — "Sentimental Value"
Por performances fortes e verossímeis sobre dor, perdão e restauração de relacionamentos.
Melhor Ator — Stellan Skarsgård ("Sentimental Value")
Alternativas: Adrien Brody ("The Brutalist"), Robert Pattinson ("Mickey 17"), Leonardo DiCaprio ("Battle of the Battles").
Pelo retorno ao topo da maestria interpretativa.
Atração do Ano — "Avatar: Fire and Ash"
Por mais uma rodada de loucura tecnológica de James Cameron e expansão da geografia de Pandora.
Gótico do Ano — "Frankenstein"
Por reviver o gênero e provar que 2025 é o ano dos vampiros, monstros e criaturas fantásticas.
Releitura do Ano — "Frankenstein"
Pela filosofia e tentativa de fazer de Frankenstein não um terror, mas uma tragédia sobre criação e responsabilidade.
Reinício de Ação do Ano — "Predator: Death Planet"
Por um novo olhar sobre a franquia icônica em um cenário futurista, adequado para adultos e crianças.
Minimalismo do Ano — "Under Fire"
Por um filme de ação que provou que, às vezes, menos é mais.
Retorno às Origens da Franquia do Ano — "Final Destination: Bloodlines"
Pelas mecânicas bem elaboradas das mortes dos personagens.
Stephen King do Ano — "The Monkey"
Pela fidelidade ao espírito da obra original.
Nostalgia do Ano — "How to Train Your Dragon"
Alternativa: "Lilo & Stitch"
Pelos arrepios ao reconhecer cenas queridas da infância.
Vitória Pop Mais Inesperada do Ano — "K-Pop Demon Hunters"
Por ninguém esperar que um filme animado da Netflix sobre um grupo de K-pop que enche estádios de dia e caça demônios com músicas à noite se tornasse o título original mais assistido da história do streaming.
Atmosfera do Ano — "28 Years Later"
Por nos trazer de volta ao mundo pós-apocalíptico quase três décadas depois, onde os sobreviventes constroem comunidades em ilhas e os infectados ainda anseiam por sangue.
Montagem do Ano — "28 Years Later"
Pelas cenas impressionantes filmadas em iPhone e pela edição genial de John Harris, que combina imagens modernas com arquivos em preto e branco da Primeira Guerra Mundial, trechos de "Henrique V" de Laurence Olivier e filmagens noturnas em infravermelho sob a gravação assustadora do poema "Boots" de Rudyard Kipling.
Reviravolta do Ano — "Bugonia"
Por como o filme de Yorgos Lanthimos provoca o espectador de forma longa e elaborada, aumentando gradualmente o absurdo, a paranoia e a sátira até a loucura total.
Surpresa do Ano — "A Simple Accident"
Pela vitória no Festival de Cannes e por Jafar Panahi saber por experiência própria o que é repressão e saber falar sobre isso.
Momento de Ação do Ano — "Mission: Impossible – The Final Reckoning"
Por mais uma loucura debaixo d'água e no ar, que se tornou o clímax da carreira de Tom Cruise nesta franquia.
Triunfo do Ano — "F1"
Por trazer de volta o cinema espetacular com o mínimo de efeitos especiais e motivar o público a ir aos cinemas.
Trouxe Novatos para o Fandom do Ano — "Fórmula 1"
Porque o filme com Brad Pitt se tornou um poderoso catalisador para a entrada de novos fãs na Fórmula 1, que agora se autodenominam "novos especialistas" em corridas.
Perseguição do Ano — "The Weapons"
Pela atração de terror e pela cena final onde crianças com gritos selvagens invadem casas, quebram paredes, janelas e cercas, varrendo tudo em seu caminho, perseguindo a tia má.
Explosão Cerebral do Ano — "The Weapons"
Por nos forçar a construir teorias e suposições sobre o enredo, suas referências e easter eggs.
Duelo do Ano — "Ballerina"
Pelo duelo insano com lança-chamas e por Ana de Armas ter realizado a maioria das acrobacias ela mesma.
Entrevista do Ano — "Superman"
Pelo diálogo tenso entre Lois Lane e Superman/Clark Kent sobre poder, responsabilidade, moral e ética jornalística.
Escolha do Ano — "The Materialist"
Pelo final ambíguo que provocou os debates mais acalorados e polarizados sobre como as garotas modernas escolhem entre "padrões materiais" e sentimentos reais.
Declaração Social do Ano — "The Sound of Falling"
Por um quebra-cabeça cinematográfico sobre quatro épocas e quatro garotas em uma mesma fazenda, cujos destinos estão ligados e ecoam ao longe.
Quando Tudo Deu Errado do Ano — "No Other Choice"
Pela cena virtuosa onde uma tentativa de assassinato fracassada se transforma em uma atração insana e sombriamente cômica.
"Você Dança" do Ano — Lee Byung-hun em "No Other Choice"
Pelo carisma insano em meio ao absurdo total.
Transformação do Ano — Jacob Elordi ("Frankenstein")
Pela transformação inesperada e impressionante.
Arquitetura do Ano — "The Brutalist"
Pelo épico monumental sobre László Tóth, que rendeu a Adrien Brody seu segundo Oscar 22 anos depois de "O Pianista".
Retorno do Ano — Adrien Brody
Por, duas décadas depois de "O Pianista", subir novamente ao palco do Oscar.
Melhor Atriz do Ano — Jessie Buckley ("Hamnet")
Pela interpretação dilacerante de Agnes Shakespeare.
Elenco do Ano — "Battle of the Battles"
Pelo raro caso de um elenco perfeito, onde nenhum personagem rouba a atenção, e pela química orgânica entre eles.
Gêmeos do Ano — "Sinners"
Alternativas: Robert Pattinson ("Mickey 17"), Dylan O'Brien ("Sem Gêmeo"), Elle Fanning ("Predator: Death Planet"), Theo James ("The Monkey")
Por interpretar dois personagens de personalidades opostas.
Vampiros do Ano — "Sinners"
Por transformar o terror de vampiros em um dos filmes mais comentados do ano e provar que os monstros clássicos não foram a lugar nenhum.
Body Horror do Ano — "The Substance"
Porque a ilustração da codependência nunca foi tão direta e arrasadora.
Tempo de Tela Insuficiente do Ano — Jack O'Connell
Por mini-performances marcantes e brilhantes nos filmes "Sinners" e "28 Years Later".
Vilão do Ano — Sean Penn ("Battle of the Battles")
Pela representação assustadoramente realista de poder e crueldade.
Vilão Memético do Ano — "The Weapons"
Alternativa: Lex Luthor ("Superman")
Pela imagem absurda e memorável da tia Gladys, seu guarda-roupa assustador e o terror sobre as crianças.
Vilão Inútil do Ano — "Fantastic Four: First Steps"
Porque Galactus, apesar de toda sua grandeza cósmica, cai muito rápido nas armadilhas dos terráqueos.
Fracasso do Ano — "Captain America: Brave New World"
Porque o novo capitão na figura de Anthony Mackie não conseguiu proteger seu "Titanic" do iceberg: US$ 415 milhões com um orçamento de US$ 180 é decepcionante para o gênero de super-heróis. Sem falar na qualidade do espetáculo em si.
Fracasso Chocante do Ano — "Christy" com Sydney Sweeney
Porque com um orçamento de US$ 15 milhões, arrecadar apenas US$ 1,9 milhão é demais até para um fracasso.
Trilha Sonora do Ano — "Golden" (KPop Demon Hunters)
Alternativa: "Steve's Lava Chicken" ("Minecraft: The Movie") — pela viralidade no TikTok.
Pelo sucesso musical global da trilha sonora. Ela liderou várias paradas mundiais, incluindo Billboard Global 200 e Hot 100, e entrou para a história como a primeira faixa de um filme de animação a atingir tais patamares.
Musical do Ano (até dois) — "Wicked"
Porque o musical ganhou dois Oscars de figurino e direção de arte, e as músicas não saíram da cabeça o ano todo.
Franquia do Ano — "Zootopia 2"
Pela continuação do filme de animação megapopular que não fez feio e arrecadou mais de um bilhão de dólares nas bilheterias.
Conversas sobre Adultos — "Zootopia 2"
Por suas alusões sociais afiadas à sociedade moderna, subtextos políticos e por atrair majoritariamente adultos, não crianças, aos cinemas.
Ícone de Estilo do Ano — "Wicked: For Good"
Por mais uma coleção de vestidos brilhantes no estilo "Oz fashion" e os visuais rosas impecáveis de Ariana Grande como Glinda.
Personagem Crush do Ano — Nick Wilde ("Zootopia 2")
Alternativas: A Criatura ("Frankenstein"), Fumaça/Cinzas ("Sinners"), Clark Kent/Superman ("Superman")
Pelo retorno da raposa mais charmosa da história da animação.
Personagem Crush Feminino do Ano — Varang ("Avatar: Fire and Ash")
Alternativas: Sue Storm ("Fantastic Four: First Steps"), Mary ("Sinners"), Eve ("Ballerina")
Pela imagem assustadora e atraente da líder do "Povo das Cinzas".
Casal Favorito dos Shippers do Ano — Nick Wilde e Judy Hopps ("Zootopia 2")
Alternativas: Quaritch e Varang ("Avatar: Fire and Ash"), A Criatura e Elizabeth ("Frankenstein"), Yelena Belova e Bob ("Thunderbolts")
Pela amizade mais sólida no limite.
Bromance do Ano — "The Long Walk"
Alternativas: Benoit Blanc e Phillip ("Knives Out: Wake Up Dead Man")
Pelo apoio comovente — tanto físico quanto moral — que Ray Garraty e Peter McVries oferecem um ao outro até a morte.
Parceria Verdadeira do Ano — "The Gorge"
Pelas cenas conjuntas incríveis, química entre Levi e Drasa e o trabalho espetacular dos atiradores de elite separados por um abismo.
Lenda do Ano — Yura Borisov no Oscar
Pelo triunfo do talento sobre a geopolítica. Apesar de não ter vencido, ele conquistou o Ocidente, assinou contrato com a UTA e atuou em projetos de Guadagnino e A24.
Filme Russo do Ano — "You Drive Me Crazy"
Pela alta classificação no Kinopoisk e por fazer milhões de pessoas acreditarem em milagres.
Sucesso Comercial do Ano — "Minecraft: The Movie"
Por ser um dos lançamentos de maior bilheteria do ano, que, apesar do ceticismo dos críticos, ganhou muito dinheiro.
Animação do Ano — "Ne Zha 2"
Pelo sucesso estrondoso nas bilheterias com impressionantes dois bilhões de arrecadação.
Ator de Bilheteria do Ano — Mason Thames
Pelo avanço sem precedentes: ao estrelar três sucessos de bilheteria, tornou-se o ator mais jovem cujos filmes ocuparam o primeiro lugar nas bilheterias três vezes em um ano — uma conquista não repetida desde Jim Carrey em 1994.
Escândalo de IA do Ano — "The Brutalist"
Pelos debates acalorados sobre os limites do uso de IA na atuação.
Netflix do Ano — "Train Dreams"
Alternativa: "Knives Out: Wake Up Dead Man".
Pela narrativa profunda e silenciosa sobre a vida de uma pessoa comum.
Estreia do Ano — Oliver Laxe ("Sirat")
Por um filme religioso-filosófico que se passa por um road movie de perdedores, mas na verdade fala sobre o julgamento severo do Altíssimo.
WTF do Ano — "Mickey 17"
Porque Bong Joon-ho fez um filme sobre clones com Robert Pattinson que fracassou nas bilheterias, mas ainda assim fez todo mundo falar sobre ele.
Decepção do Ano — "Snow White"
Porque nem mesmo o "estúdio do rato" conseguiu acertar com uma nova adaptação de um clássico.
Meme do Ano — os clones de "Mickey 17"
Porque mesmo quem não viu o filme discutia a ideia maluca da bioimpressora e das dezoito versões de uma mesma pessoa.
Evento do Ano — o retorno de Bi Gan
Por "Resurrection" — uma festa sensorial de seis novelas dedicadas a diferentes formas de perceber o cinema através do cheiro, toque, som e mente.
Evento do Ano 2 — a vitória de Jim Jarmusch em Veneza
Porque ele voltou para reinar. Dane-se, Cannes!
Aniversário de Estúdio do Ano — Studio Ghibli (40 anos)
Pela celebração em grande escala de quatro décadas de magia: reexibições limitadas de clássicos, a tão esperada restauração em 4K no formato IMAX, exposições únicas em Tóquio e os maiores painéis da história do estúdio na Comic-Con.
A obra-prima do mestre da animação japonesa Hayao Miyazaki, "Princesa Mononoke", está de volta às telonas a partir de 14 de agosto! Como o anime ensina a amar a natureza — em nosso artigo.
Open materialCampanha Publicitária do Ano — "Marty Supreme"
Por uma promoção que parece mais um grande show-performance e fenômeno cultural do que uma propaganda padrão de filme. Desde o "vazamento" de uma chamada de Zoom (escrita e interpretada pelo próprio Timothée Chalamet) e um dirigível laranja brilhante que realmente sobrevoou Los Angeles, Nova York e outras cidades dos EUA, até um pop-up com mercadorias e muito mais.
Assim terminou 2025 — um ano de contrastes, surpresas e um lembrete de que o cinema ainda sabe surpreender. E quais são os seus resultados cinematográficos de 2025? Compartilhe nos comentários no nosso canal do Telegram.
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