
No serviço de streaming Kinopoisk, agora é possível assistir à série de comédia fantástica 'Barankins e as Pedras do Poder'. Conversamos com o intérprete do principal antagonista da série, Alexander Mizyov, sobre como é atuar no gênero de comédia, no...
Em 'Barankins', você interpretou o principal vilão, Velimir, que caça as pedras mágicas. Em que vocês são parecidos e em que são diferentes?
Somos parecidos no cabelo, é praticamente igual. Aliás, isso me deixa muito feliz (sorri). Mas falando sério, agora é difícil responder a essa pergunta.
– Você geralmente interpreta heróis negativos. Como você se sente em relação a isso?
Não concordo com essa afirmação. Não interpreto apenas personagens negativos. Por exemplo, um dos meus trabalhos recentes é a série 'Natalie e Alexander', onde faço o papel de Nicolau I. Não considero que seja um herói negativo.
Também na série 'Dinheiro dos Outros', interpretei o amigo do protagonista, chamado Oslyk. Sua biografia não é cheia de suavidades e virtudes. No entanto, também não o considero negativo. Tentei fazer dele uma espécie de aventureiro bondoso e terno. Não sei se consegui, mas me esforcei muito.
Quanto ao fato de às vezes interpretar personagens negativos, lido bem com isso. Diria até que é natural. Porque sem eles é difícil entender o que há de positivo em nossa vida. O ruim e o bom só aparecem em contraste um com o outro. Cada um por si é meio monótono.
Acho que com meus papéis negativos complemento a paleta de alguma pesquisa cinematográfica.

– Como se diz, sem escuridão não há luz.
Exatamente. Sim, talvez seja clichê, mas realmente penso assim.
– Você costuma dizer que gosta de interpretar drama cotidiano, onde a pessoa passa por um caminho e no final entende algo sobre si mesma, mas com comédia é mais difícil. Conte como Velimir vive dentro da comédia? Como é para você?
A tarefa mais difícil para mim no papel de Velimir é manter essa negatividade no gênero de comédia. O público poderá avaliar se consegui resolvê-la ou não. Foi um pouco difícil entender onde ativar o anti-encanto e o realismo cotidiano com sua dureza e negatividade.
Por outro lado, os diretores e parceiros no set me ajudaram a encontrar o limite de como apresentar tal personagem. Mesmo durante as filmagens, continuei buscando: como aqui, e como ali, sem falar na preparação para o processo de filmagem.
Eu construí essa linha do primeiro ao último episódio, para que no final o realismo cotidiano desse certo. Para preparar o espectador para o fato de que estamos contando essa história seriamente, que meu personagem realmente se importa com algo, que ele não está apenas fingindo ser um caçador de pedras ameaçador. Que por trás dessa caça às pedras há um subtexto importante, inclusive para o meu personagem.
Acho que o público entenderá o principal motivo de Velimir. O herói certamente muda de episódio para episódio, dependendo do que acontece. Em cada novo episódio, descobrimos o que realmente o motiva, por que ele precisa tanto das pedras.
– O que você conseguiu dar a Velimir? Que traço de caráter seu você trouxe para esse personagem? E como isso te ajudou a interpretá-lo?
Me considero uma pessoa romântica, então trouxe uma pitada de romantismo. E aqui também foi bastante difícil fazer isso, porque o processo de produção às vezes é muito imprevisível. Por isso, às vezes tive que discutir com colegas e insistir em algumas cenas, e outras tive que complementar para revelar meu personagem também pelo lado romântico.
Sabe, na época me parecia e ainda me parece que sem essa pitada romântica seria difícil para o público simpatizar com Velimir. Por isso adicionei esse traço de romantismo a ele.

– E em que consiste esse romantismo especificamente? O que você fez?
Tentei dizer que todo mal, na verdade, precisa de amor (sorri). Eu, como personagem maligno, tentei ser compreensível no processo. Estou curioso para saber se consegui ou não. Junto com o público, acompanho os novos episódios e vejo como e o que consegui mostrar. É preciso fazer com que seja também divertido – não pesado, mas engraçado. É importante não perder o gênero.
– Diga, o que há em Velimir que você mesmo não aceita? Alguns traços de caráter que não são seus?
Não gosto da dureza ultimativa. Acho que qualquer pessoa pode ter de tudo em certas circunstâncias. Uma pessoa pode ser completamente cruel, basta colocá-la em determinadas circunstâncias. Outra questão é que tento evitar tais circunstâncias, enquanto Velimir, neste caso, vai deliberadamente em direção a elas. Mas, novamente, ele tem seu motivo, então não o julgo. Sinto pena dele.
– O que te atraiu neste projeto?
Queria muito me experimentar em um novo gênero. Nessa comédia, o texto é escrito de forma muito, digamos, saliente. É uma forma de falar com o espectador. Sinceramente, essas coisas me assustavam e ainda me assustam.
O que exatamente me assusta? Tenho medo de que possa parecer pouco sério, no mau sentido. E essa falta de seriedade beira a inutilidade. E tenho bastante medo de fazer coisas inúteis, fazer algo por fazer. Tive medo de que o projeto fosse mais um 'só por fazer'. E eu não gostaria disso. E acho que algo deu certo. Mas é preciso ver o resultado.
– Como espectadora, quero conhecer melhor Velimir. Nos primeiros quatro episódios, infelizmente, ele tem pouco tempo de tela. Esses personagens negativos são interessantes justamente porque mostram seu lado sombrio e não se envergonham dele. E todos nós temos esse lado. Velimir possui a pedra da imortalidade. O que você acha: a humanidade precisa da imortalidade?
Acho que não precisa (sorri).
– Por quê?
O ser humano precisa de limites. Não é preciso encarar a limitação como algo ruim. Nela nasce o valor. Ao mesmo tempo, não se deve exagerar nisso. Qualquer exagero sufoca a vida. Mas, como se diz, uma gota de veneno pode curar uma pessoa. No fundo, a morte é uma gota de veneno na existência humana. Por mais assustador e terrível que seja admitir, a morte é necessária para nós. Até pensar nisso dá medo.
Não quero romantizar e exaltar a morte. Apenas acho que quanto mais pensamos nisso, mais plena se torna a vida. É como um prazo em um projeto – você pode adiá-lo infinitamente. Mas quando você tem um prazo, literal e metaforicamente, especialmente quando o sente e algo depende disso, você começa a saborear a vida com mais intensidade. Então a vida aparece, e pensamentos sobre falta de sentido desaparecem. Porque há um limite. Nesse sentido, a morte como limite é uma coisa boa.
– Concordo, provavelmente. Como muitas pessoas, raramente penso na morte. Parece que você tem uma eternidade pela frente, por que pensar nisso? E você tem medo da morte?
Tenho medo. Não entendo completamente o que é. Todas as minhas reflexões são um pouco de autoengano. Penso nisso, mas essa incerteza também me assusta. Especialmente quando ela se manifesta. Por exemplo, você fica doente, com febre de quarenta graus. Nesse momento, você não está nem aí para romantismo, só quer que passe logo.
Também quando pessoas próximas ou importantes partem, você pensa: e se eu for o próximo? Isso desarma tanto e às vezes tira todo o entusiasmo, e às vezes tonifica.
Tenho uma atitude absolutamente flexível em relação a isso. Hoje me energiza e me impulsiona, amanhã – ao contrário, me apaga e sufoca, e é preciso sair dessa sensação.

– Entendo que você não quer se tornar imortal. Mas se houvesse essa possibilidade – no que gastaria a eternidade?
Se agora algum vampiro – Edward Cullen, por exemplo – voasse até mim e me mordesse no pescoço sem minha permissão, me colocando diante do fato: 'É isso, cara, o assunto é esse (ri). Nada pessoal, só estava com fome. Não tenho culpa se quero comer'. No que eu gastaria o tempo?
Seguiria a pirâmide de Maslow e satisfaria todos os meus desejos materiais terrenos em uns dois ou três anos. Experimentaria toda a comida, viajaria para todos os lugares que pudesse. Experimentaria todas as facetas das sensações emocionais.
Depois me trancaria em alguma biblioteca Lenin e leria todos os livros, se houvesse essa possibilidade. Tenho certeza de que minha forma de pensar após ler os livros e obter essa experiência mudaria radicalmente. Talvez levasse uns trezentos anos.
E o que faria depois? Talvez fosse para o espaço. Continuaria a expandir os limites físicos, explorar algum espaço cósmico: universo, metaverso, algo mais. Estudaria livros sobre construção de naves espaciais, teoria da relatividade de Einstein e criaria algum enorme aparato espacial. Navegaria pelo infinito, procurando em algum lugar no mundo exterior esse fim interior, o fim final da vida.
– Um final inesperado para a sua resposta – por algum motivo pensei que você procuraria vida fora da Terra, vizinhos no universo.
Como Freud dizia – Eros e Tânatos. Mesmo que sejamos imortais, buscamos a morte inconscientemente. E em mim, inclusive, o pensamento se move nessa direção.
Sim, é um dos meus filmes favoritos.
– Também um dos meus. Nesse filme, a menina diz em uma entrevista que se tivesse um superpoder, não o usaria. Essa abordagem é muito próxima de mim, e pelo que entendi, também de você. Por quê? Conte, por favor.
Você se refere à conversa com as garotas em outra entrevista sobre superpoderes não serem necessários?
– Sim.
Isso é tudo tentação. A filosofia de não limitar os desejos internos me é próxima, porque sinto como eles às vezes pedem para sair. Por outro lado, quero controlar tudo. Quando esses desejos saem do controle, começam a destruir o equilíbrio frágil que busco a vida toda.
Eu comi dois sorvetes de casquinha antes do nosso encontro. Tudo porque estavam na minha geladeira e não havia motivo para me limitar. Por quê? Posso me permitir. E aqui duas opções: ou treinar a força de vontade, me esforçar e dizer: não, pare, dois sorvetes é demais, ou simplesmente comer os dois. É um conflito interno adicional desnecessário.
O mesmo com o poder: quando você não o tem, nem pensa nisso. E não há luta interna adicional. Pode ir fazer um mingau de aveia com banana. Qualquer superpoder cansa rápido e se torna rotina. Você precisa resolver dilemas adicionais. Queremos simplificar tudo. Porque na simplicidade está a genialidade, me parece. É um chute extra na bunda que eu não gostaria de ter. Essa é toda a razão.

– Qual personagem, além de Nikolai Stavrogin de 'Os Demônios', ainda te surpreende e te faz repensar suas próprias visões sobre a vida e a profissão?
Acho que Walter da série 'Matar Rita'. Falando sobre visões de vida, Walter para mim é o aventureirismo hiperbolizado. Em mim também há essa pitada aventureira, mas em Walter é multiplicada por cem. Nesse sentido, o personagem me ajudou a refletir: e se esse aventureirismo for ampliado em grandes escalas? No momento da atuação, foi interessante ver o mundo e as circunstâncias pelos olhos dele.
E quanto à influência no processo de filmagem e compreensão de algo novo sobre ele – é o trabalho com Masha Agranovich, que menciono constantemente em todas as entrevistas. O aventureirismo inerente a todos os artistas do projeto 'Matar Rita' gerava coisas maravilhosas: busca conjunta por locações, outras coisas, alto grau de integração na produção cinematográfica. Isso foi o que mais me surpreendeu: o quanto tudo pode ser feito em conjunto.
Muitas vezes, cada um é responsável pelo seu pedaço, sua horta. Isso não é ruim. Cada um tem sua área de responsabilidade. Mas para mim se abriu um novo lado da produção cinematográfica, quando um pequeno grupo de pessoas ideologicamente carregadas se reúne e todos fazem tudo, com responsabilidade e respeito mútuo. No final, isso leva a uma maior eficiência.
– Em uma entrevista ao Sobaka, após a qual é impossível não se apaixonar por você como ator e pessoa, você disse que no set de Masha Agranovich você é responsável pelo entusiasmo. E como você é na vida e fora do set?
Existo em modo de economia de energia fora do set. Embora, esteja mentindo um pouco para você e para mim. Só nos últimos dois meses tive um período bastante calmo. Abri minha barbearia – pensei que no tempo livre precisava fazer mais alguma coisa.
O que isso indica? Dificilmente modo de economia de energia, porque a energia não é economizada, como pudemos descobrir por via experimental e empírica (ri).
O que gosto no cinema é que posso passear minha parte entusiasmada em toda a sua glória. Na vida cotidiana, fico triste porque por passear essa parte você pode ser julgado, então a observo mais atentamente. Gostaria de não observar tanto. Não há nada de errado nela, ela é apenas superativa, brilhante. E as pessoas podem julgar pelo brilho ou algo assim. Isso não me preocupa muito, mas estaria mentindo se dissesse que o julgamento e os olhares tortos não afetam em nada.
É como com o superpoder – simplesmente não o demonstro, não digo que o tenho, para não gastar recurso mental processando as consequências desse poder.
– Uma abordagem sábia e racional. Sei que você experimentou muitas profissões para, digamos, conhecer melhor a arte da atuação. Agora você mencionou a barbearia, e antes queria escrever roteiros. Como está o andamento da escrita de roteiros? Já surgiu uma ideia ou história que te cativou?
Paralelamente, há algumas anotações, e elas ainda estão sendo escritas. Escrever roteiros não é prioridade para mim. Dedico menos tempo a isso do que antes, mas ainda assim alguns processos estão em andamento.
– E há quanto tempo você trabalha como barbeiro? O que isso te traz?
Já corto cabelo de pessoas há seis meses. Em primeiro lugar, isso me dá um enorme combustível criativo. Conheço muitas histórias das pessoas com quem trabalho. Por exemplo, uma pessoa trabalhou 12 anos no necrotério. Também houve um engenheiro geodésico, um arquiteto, um triatleta, um piloto de corrida, um cavaleiro. Ouço tantas histórias (sorri).
Eu converso com essas pessoas e extraio para mim algumas coisas: seus hábitos, no que pensam, como é seu cotidiano. Simplesmente pergunto a eles, e realmente me interessa como a vida deles é organizada. Não é que eu extraia histórias de propósito, não. Assim, adquiro conhecimentos adicionais que posso trazer para algum papel.
– Por quanto tempo você planeja cortar cabelo?
Por enquanto, não pretendo parar. Não há necessidade. No momento, tenho uma carga moderada de filmagens e muito tempo livre. Prefiro gastá-lo em cortes de cabelo e organização de processos. Enquanto houver essa oportunidade, vou fazer isso. Tudo pode acontecer na vida. Se começar a me desagradar, farei outra coisa.

– O que significa 'sucesso' para você na profissão e na vida?
Quando consigo chegar ao espelho, olhar calmamente para mim mesmo e dizer: 'Tenho tudo. E o que tenho me faz feliz'. Sucesso não é algo estático, mas dinâmico.
Hoje, por exemplo, estou chateado e, infelizmente, não me considero bem-sucedido. Como será à noite – não sei. Talvez à noite eu me torne uma pessoa bem-sucedida. Algo mudará na minha percepção de mundo e sentirei sucesso.
Talvez esse estado, que virá a mim hoje à noite, dure seis meses ou um ano, ou talvez 10 ou 20 anos. É uma coisa muito instável. Hoje o sucesso existe, amanhã não.
Depende da pessoa. Além disso, muitas vezes percebemos o sucesso como uma espécie de regalia social. Para mim, está mais próximo da sensação de felicidade. Você está saudável, tem algum dinheiro, tem um trabalho que te traz alegria, tem planos. Considero que isso já é sucesso.
– E como você imaginava o sucesso no início da carreira?
Para mim, o sucesso no início da carreira era medido pela quantidade de dinheiro, trabalho e seguidores nas redes sociais.
Só com o tempo veio o entendimento atual do que realmente é.
– Em uma entrevista, você disse que inicialmente escolheu a profissão de ator por interesses egoístas e que depois pagou caro por isso. Compartilha essa história?
O maior e mais pesado pagamento são as angústias espirituais que vêm depois. Resumindo, fica muito chato perceber que você perdeu tempo com o que não devia e estava focado no que não é realmente valioso.
Agora já encaro como uma certa etapa da vida, um degrau que ultrapassei e, aparentemente, precisava disso para algo. Acho que justamente para, com o tempo e a experiência, chegar ao entendimento que tenho agora.
Lembro daquele período em que queria fama e dinheiro não com amargura, mas com alegria. Foi uma época legal (ri). Agora, claro, tudo mudou. Então não há uma história específica. Só me preocupava muito com isso.

– Quais são as coisas mais inesperadas ou paradoxais que você descobriu sobre si mesmo graças à arte da atuação?
A principal e única descoberta que fiz é que o ser humano é um espectro, não um conjunto de qualidades ou algo assim. Parei de dividir tudo em bom e ruim. Não há nada de bom, também não há nada de ruim. Tudo é como é. Tudo é necessário para algo.
Essa é a filosofia que adquiri graças à atuação.
Às vezes é difícil com isso, porque queremos tudo determinar e dividir. Mas é preciso viver com o fato de que tudo é diferente. Basta escolher um certo ângulo de visão, e tudo se encaixará.
Na estrutura social, a sociedade precisa de divisão. Parece-me que até biologicamente nosso organismo e corpo são propensos a isso. A natureza é assim: o dia se divide em dia e noite, e a partir disso se constroem nossos ritmos circadianos.
Além disso, é mais fácil gerenciar um sistema estático do que um dinâmico. É com isso que luto. Tenho uma pequena empresa, seis pessoas estão sob meu comando. Por um lado, às vezes penso: 'Como é difícil, Senhor'. Por outro, me pergunto: como as pessoas que gerenciam grandes corporações ou países lidam com isso? O que se passa em suas cabeças, como eles encaram isso e assim por diante.
Exemplos como esse me levam mais uma vez à ideia do 'não julgueis' cristão. Não julgue, porque você mesmo não esteve em tal situação. Assim que você estiver nela, terá uma compreensão sensorial.
– O que você diria a si mesmo agora, no início de sua carreira de ator?
Eu diria: 'Você é um medroso, claro!' (ri). Quando era mais jovem, era mais desesperado do que agora. Mas posso entender meu eu jovem. Tudo tem seu tempo.
As brincadeiras que eu fazia 5, 10, 15 anos atrás correspondiam à minha idade na época. Todas as reclamações do meu eu jovem eu entendo e aceito. Ao mesmo tempo, eu, como mais velho e mais experiente (sorri), exijo do meu eu jovem respeito pelo que está acontecendo agora, porque isso também tem suas razões.
Então sim, eu diria: 'Do que você tem medo? Vai lá, faz! Se esforce!' E eu, no presente, responderia: 'Poxa, irmão, não consigo, não tenho recurso. Já estou cansado. Olha o que está acontecendo, que loucura!' 'Não me importo com isso, faz o que quiser!' Daria um discurso motivacional (ri).
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