
A incomum comédia romântica «Oh, Olá!» – encontros, diálogos constrangedores, BDSM e medos dos relacionamentos modernos. Descubra por que este filme não vai te soltar logo após os créditos.
Iris e Isaac (Molly Gordon e Logan Lerman) estão em uma viagem romântica: natureza do estado de Nova York, morangos em uma barraca de fazenda, cantando juntos no carro e um fim de semana a dois. Só que para Iris essa viagem é o último treino antes do status de "oficialmente juntos", e para Isaac — bem… mais como um sinal de alerta de que "tudo está acontecendo muito rápido".
O casal aluga uma casa, planeja romance, mas na prática tudo rapidamente se transforma em um acerto de contas aberto. Algumas palavras descuidadas, uma pitada de ciúmes — e começa o jogo de Gerald. E um jantar "com um toque de BDSM", convidados inesperados e um aprisionamento igualmente inesperado tornam-se catalisadores não apenas para momentos cômicos, mas também para um verdadeiro teste de limites.

No filme «Oh, Olá!» há muito reconhecível — não importa quantos anos você tem ou com quem está saindo. O principal trunfo do filme é a sensibilidade de uma comédia romântica irônica e um olhar atento sobre aquilo que todos têm medo de falar. O medo de ser rejeitado, de não ser o certo, de ser supérfluo.
Molly Gordon sabe combinar vulnerabilidade e teimosia — sua Iris em um único monólogo pode provocar ao mesmo tempo compaixão, irritação e vontade de dar um tapinha no ombro. Logan Lerman dá volume ao seu personagem: Isaac não é apenas mais uma vítima da "garota moderna assustadora", mas um cara com seus próprios traumas e manias. Não há "maus" e "bons" aqui: todos irritam uns aos outros porque todos têm medo de ser quem são.
O filme se sustenta graças a uma excelente dupla que impulsiona a trama. O elenco de apoio (Geraldine Viswanathan, John Reynolds) adiciona um pouco de caos e os necessários lampejos cômicos para não ficar monótono. A diretora Sophie Brooks não inventa a roda, mas também não cai em moralismo banal: cada um tem suas peculiaridades, e ninguém é obrigado a ser perfeito.

O filme tem um problema: ele tenta parecer algo maior do que realmente é. Além disso, nem todo espectador vai se adaptar a essa mistura de ironia e absurdo: quem busca uma comédia clássica direta, em alguns momentos vai se cansar das tramas psicológicas.
Se você está cansado de filmes açucarados na tela e quer ver os medos dos casais modernos — não perca. Este é um filme sobre expectativas, o desejo de ser necessário e ao mesmo tempo sobre liberdade. «Oh, Olá!» é perfeito tanto para fãs de diálogos constrangedores quanto para apreciadores de gêneros menores (alguns chamariam isso de mumblecore). Recomendado para assistir em família (ou não). Aqui haverá apenas perguntas honestas e ações muito estranhas.
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