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No dia 2 de julho, no Canal Um e nas plataformas online, estreia a série «O Soberano». Contamos as primeiras impressões e tentamos entender se vale a pena continuar assistindo após esse começo.

«O Soberano» é um drama histórico de grande escala dedicado à vida e às reformas de Pedro I, um dos governantes mais controversos e influentes da história da Rússia.

Desde os primeiros episódios, o espectador é imerso na atmosfera do final do século XVII e início do século XVIII, quando a Rússia estava prestes a passar por mudanças grandiosas. A trama abrange três décadas da vida de Pedro. Os criadores enfatizam não apenas as reformas estatais, mas também o drama pessoal do monarca: sua luta interna, traições, encontros, amizade e amor.

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Cena da série «O Soberano»

Os criadores deram atenção especial à formação do caráter de Pedro, suas relações com sua mãe, a czarevna Sofia, e seus colaboradores mais próximos. O principal objetivo era mostrar ao espectador não apenas o czar reformador, mas também uma pessoa viva, capaz de sentimentos profundos e dúvidas, e, acima de tudo, de cometer erros.

O papel principal foi interpretado por Konstantin Plotnikov, para quem esta é a primeira encarnação de uma figura histórica tão grandiosa. Sua atuação é marcada por expressividade contida e força interior: ele transmite de forma convincente a insegurança juvenil, a curiosidade e o desejo de aprender coisas novas. Mas já nos primeiros episódios vemos um Pedro I maduro e forte. Em algumas cenas, a semelhança física é impressionante, e o próprio trabalho de Konstantin na construção do personagem é admirável.

Série O Soberano
Cena da série «O Soberano»

Plotnikov, segundo suas próprias palavras, preparou-se cuidadosamente para o papel, estudando a correspondência de Pedro com seus entes queridos para mostrá-lo precisamente como um ser humano.

O papel de Alexander Menshikov foi interpretado por Evgeny Tkachuk, que adicionou carisma e charme ao fiel colaborador de Pedro. Acredite, ao longo dos primeiros episódios, você apreciará os momentos em que esse personagem aparece na tela. É especialmente agradável ver Evgeny montado a cavalo. Segundo Konstantin Ernst, ele precisou de cinco minutos para aprovar Evgeny para o papel, pois não poderia haver dúvidas.

O Soberano 2025
Cena da série «O Soberano»

Svetlana Kolpakova (czarevna Sofia) e Natalia Surkova (Natalia Kirillovna, mãe de Pedro) conseguiram mostrar personagens femininas complexas que influenciaram a formação do futuro imperador.

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Cena da série «O Soberano»

As filmagens ocorreram em São Petersburgo, Moscou e em cenários especialmente construídos que recriam a arquitetura e o cotidiano da Rússia dos séculos XVII-XVIII. O visual da série impressiona: figurinos meticulosamente elaborados, cenas de batalha em grande escala, atenção aos detalhes dos interiores e locações externas criam um efeito de imersão total na época. É também admirável compreender o enorme complexo Moskino que foi construído e quantos filmes ainda serão criados lá no futuro.

Assistir O Soberano
Cena dos bastidores da série «O Soberano»

O diretor Sergei Ginzburg enfatiza a busca pela verdade histórica, embora reconheça a impossibilidade de cobrir toda a biografia de Pedro em uma única série. O roteiro combina organicamente eventos históricos reais com uma interpretação artística da personalidade do czar. Atenção especial é dada às causas e consequências das decisões-chave de Pedro, bem como seu impacto no destino do país.

Vale notar também que, na criação do roteiro, foi utilizado o romance Pedro I de Alexei Tolstói. Já nos primeiros episódios, é possível ver algumas cenas, o que significa que podemos dizer com segurança que a série é, em parte, uma adaptação, e uma adaptação magistral.

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Cena da série «O Soberano»

Assim, pode-se dizer que os primeiros episódios de «O Soberano» causam uma impressão forte e positiva, graças à combinação de precisão histórica, desenvolvimento profundo dos personagens e amplitude visual. A série não apenas conta sobre grandes reformas e vitórias, mas também convida o espectador a refletir sobre o preço do poder, as complexidades das escolhas pessoais e o papel do indivíduo na história. Resta desejar que o projeto encontre seu público, pois ele claramente merece atenção em meio à série de projetos históricos que estão sendo ativamente produzidos atualmente.