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Reunimos nove animes que se tornaram vítimas do sistema — ridículos, fracassados e às vezes até vergonhosos.

Houve um tempo em que o anime era associado a um trabalho manual meticuloso, visão autoral e experimentos ousados. Mas hoje a indústria se transformou em uma máquina implacável de produção de conteúdo, onde prazos apertados, salários miseráveis e o cansaço dos criadores matam até os projetos mais promissores. Infinitos clones de isekai, adaptações 'podadas' e animação no nível de slideshow não são acidentes, mas sim uma consequência do sistema onde o lucro é mais importante que a arte.

«Berserk» (2016-2017)

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As pessoas esperaram quase 20 anos por uma continuação para receber isso? O anime 'Berserk', lançado em 2016, tornou-se uma das adaptações mais controversas da história — os fãs do mangá de Kentaro Miura ansiavam por um retorno épico, mas a alegria se transformou em choque.

A série deveria ser um triunfo tão esperado, dando continuidade à lendária franquia, mas em vez disso, o público recebeu um exemplo doloroso de como a indústria moderna de anime tritura até as obras mais icônicas. A renderização 3D feia, transformando batalhas épicas em um slideshow ridículo, a animação de personagens de madeira e a economia gritante em cada quadro — tudo isso contrasta fortemente com a trilogia cinematográfica 'Era de Ouro', lançada apenas alguns anos antes. O que é particularmente ultrajante é a traição do original: arcos narrativos importantes foram cortados e diálogos cruciais foram simplificados ao primitivo.

Por trás desse fracasso está uma doença sistêmica de toda a indústria — os estúdios assumem projetos sem financiamento adequado, os artistas trabalham em ritmo frenético por migalhas, e os editores priorizam lançamentos rápidos em vez da qualidade do produto. A segunda temporada do anime, em vez de corrigir os erros, apenas agravou a situação com cortes orçamentários adicionais. Como resultado, até a participação do próprio Kentaro Miura como produtor não salvou o projeto do colapso — os fãs reconheceram unanimemente a adaptação como a pior versão de 'Berserk' de todos os tempos. Vale a pena assistir a esta série apenas por interesse científico — como um exemplo de como se pode estragar um material original genial. Para todos os outros casos, restam o mangá e , que pelo menos não fazem você cobrir o rosto com as mãos de vergonha pelos criadores. A amarga ironia é que 'Berserk' de 2016 se tornou uma metáfora para seu próprio universo — um produto cruel, feio e sem esperança de um sistema onde a arte há muito perdeu para o comércio.

Top 10 séries de anime que todo fã de animação japonesa deve assistir
Alina Mukhamedzyanova
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O Japão deu ao mundo não apenas um gênero único, mas todo um universo cultural. Selecionamos para você 10 animes icônicos que demonstram as principais características dessa direção na anim

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«One Punch Man» (2015, segunda temporada)

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A segunda temporada de 'One Punch Man' tornou-se um exemplo de como um conceito brilhante pode perder sua magia ao passar para outras mãos. Após o sucesso estrondoso da primeira temporada da Madhouse, o estúdio J.C.Staff não conseguiu manter nem a animação impecável nem o ritmo narrativo característico. O que antes era uma festa visual — batalhas épicas com sensação de presença, onde cada golpe de Saitama era sentido fisicamente — transformou-se em um conjunto de quadros estáticos e movimentos confusos. Isso é particularmente deprimente em momentos-chave como o confronto com Garou, que deveria ser o clímax da temporada, mas em vez disso deixou uma sensação de potencial não realizado.

O problema não é apenas técnico. Se antes o equilíbrio entre humor absurdo e momentos inesperadamente profundos era perfeito, agora a história oscila entre drama arrastado e tentativas de repetir piadas antigas. Saitama, por quem muitos assistiam ao projeto, acabou na periferia da trama, e os novos personagens, apesar de ideias interessantes, não conseguiram compensar totalmente sua ausência. Particularmente decepcionante é o tratamento do arco do King, que no mangá era uma obra-prima de sátira aos arquétipos de heróis, mas no anime perdeu metade de seu encanto.

No entanto, não se pode dizer que a temporada seja um fracasso total — alguns momentos ainda funcionam. A história de Garou como 'herói para monstros' ficou inesperadamente tocante, e algumas cenas cômicas mantiveram o estilo característico do original. Mas no geral, parece uma sombra pálida da primeira temporada — um projeto que se lembra de como deveria ser, mas não consegue alcançá-lo. Para muitos fãs, a continuação foi particularmente triste, pois 'One Punch Man' era originalmente uma paródia dos shonen animes genéricos, e na segunda temporada ele próprio caiu nos mesmos clichês que antes ridicularizava.

A principal lição desta história é simples — até o conceito mais genial pode ser estragado se você esquecer o que o tornou especial. Agora, anos após o lançamento, a segunda temporada parece mais um experimento fracassado do que uma continuação completa. Resta esperar que na terceira temporada os criadores levem em conta esses erros, enquanto isso, você pode ler o mangá incrivelmente bonito e ver 'One Punch Man' em toda a sua glória.

«Uzumaki» (2024)

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Os fãs esperavam uma revelação visual da adaptação em anime do mangá cult de Junji Ito. tornou-se uma ilusão cruel para os fãs do mangá. O primeiro episódio, como uma miragem no deserto, acenava com promessas — planos cinematográficos, atmosfera inquietante. Parecia que finalmente teríamos uma adaptação digna de uma obra cult. Mas já no segundo episódio, o entusiasmo evaporou, revelando um deserto sem vida. O que parecia um oásis tornou-se apenas um reflexo do que este projeto poderia ter sido. Os espectadores observaram como o magnífico conceito se desfazia diante de seus olhos: a animação, que deveria hipnotizar com espirais de loucura, transformou-se em um conjunto de quadros estáticos. Os personagens, cujas mutações psicológicas no mangá fascinavam, no anime se moviam como marionetes com fios cortados. Até o design de som — a última esperança — soava tão distante que parecia que os criadores não acreditavam em seu próprio projeto. É particularmente amargo perceber que esse fracasso estava predeterminado desde o início. O estúdio que assumiu a adaptação parecia não entender que 'Uzumaki' não é apenas um horror, mas um poema visual sobre a decadência. Em vez de um trabalho meticuloso com forma e perspectiva — uma implementação tosca. Em vez de uma loucura crescente — um conjunto de sustos genéricos. Em vez de um ritmo hipnótico — uma edição nervosa de cenas. Este projeto poderia ter se tornado uma nova palavra no horror animado, mas tornou-se um monumento a como se pode matar até a ideia mais resistente. Basta não entender o que a torna grandiosa.

Enrolando, mexendo, confundindo: resenha do anime 'Uzumaki' (2024)
Evgeny Belousov
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Em 19 de outubro, foi ao ar o episódio final da curta série de anime 'Uzumaki' baseada no mangá cult de Junji Ito. À primeira vista, pode parecer que esta é a primeira adaptação digna da obra

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«The Promised Neverland» (2019-2021)

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Quando a primeira temporada terminou, os fãs entusiasmados estavam certos de que o anime se tornaria um clássico moderno. Era uma adaptação bem animada e escrita de um mangá emocionante e assustador, mas ao mesmo tempo comovente. Mas antes mesmo de chegar ao meio da segunda temporada, o título consolidou seu status como um dos piores animes. A segunda temporada do anime nem tentou adaptar o mangá. As tramas e características dos personagens, antes intrincadas, transformaram-se em um absurdo geral e apressado. Os fãs ficaram perplexos e furiosos com essa queda histórica de qualidade. Agora eles nem querem reconhecer a existência deste anime. Os criadores tentaram encaixar mais de 180 capítulos do mangá em apenas 11 episódios, o que levou a cortes catastróficos: arcos inteiros desapareceram, incluindo o crucial 'Campo de Caça', e personagens como Yugo sumiram sem explicação. O final é particularmente deprimente — em vez de um desfecho tenso, o público recebeu um slideshow de dois minutos onde momentos importantíssimos, como o destino de Isabella ou o acordo de Emma com os demônios, foram simplesmente ignorados. O lado técnico só piora a impressão: os demônios em CGI parecem artificiais, as cenas de luta perderam a dinâmica, e o episódio recap sugere sérios problemas de produção. Os personagens degeneraram — Ray tornou-se um observador passivo, Norman perdeu sua aura sombria, e as decisões de Emma não são mais questionadas, privando a história de dramaticidade. As razões para o fracasso são óbvias: pressão da editora, pressa e a tentativa de suavizar o tom sombrio do original. Como resultado, em vez de uma conclusão lógica, obtivemos um 'final feliz' superficial que deixou os fãs perplexos.

Promessa não cumprida, ou Por que a 2ª temporada do anime 'The Promised Neverland' não correspondeu às expectativas
Valeria Fomina
Promessa não cumprida, ou Por que a 2ª temporada do anime 'The Promised Neverland' não correspondeu às expectativas

Assistimos à segunda temporada do anime 'The Promised Neverland' e nos perguntamos por que os criadores cavaram a própria cova para seu sucesso.

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«Tokyo Ghoul √A» (2015)

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'Tokyo Ghoul √A' tornou-se um exemplo vívido de como um projeto ambicioso pode decepcionar os fãs, transformando-se de uma continuação potencialmente forte em um conjunto caótico de cenas com a essência do original perdida. A segunda temporada do anime, criada pelo estúdio Pierrot, não apenas se desviou do enredo do mangá — ela esvaziou seus temas-chave, substituindo-os por uma narrativa incoerente e um estilo confuso. Ao contrário da primeira temporada, onde o conflito de Kaneki entre a humanidade e a natureza de ghoul se desenvolvia gradualmente, '√A' caiu em um espetáculo superficial: os personagens tomavam decisões ilógicas (por exemplo, a repentina ida de Kaneki para a 'Aogiri' sem motivação clara), e momentos icônicos como o confronto com Arima foram reduzidos a algo irreconhecível.

O principal problema é a falta de coesão. Os roteiristas tentaram combinar uma história alternativa com elementos do original, mas obtiveram uma bagunça de episódios desconexos. Arcos importantes (como a revelação do passado de Yoshimura ou a tragédia de Anteiku) foram apresentados de forma fragmentada, e novas cenas, como a 'viagem psicodélica' de Kaneki pelas masmorras, pareciam forçadas. Até visualmente a temporada perdeu: a animação das lutas simplificou-se para flashes estáticos, e o estilo característico do mangá — o contraste entre o cotidiano e o horror — dissolveu-se em uma paleta de cores cinzenta.

O final foi a sentença do projeto. Em vez de um clímax, o público viu uma colagem depressiva de meias-palavras: o destino de personagens-chave (Touka, Hinami) ficou fora de cena, e a 'batalha final' entre Kaneki e Arima durou minutos, como se tivesse sido cortada por falta de orçamento. Os fãs do mangá ficaram indignados — o estúdio não apenas mudou o enredo, mas destruiu sua profundidade filosófica, reduzindo tudo a um cenário 'sombrio' da moda sem conteúdo.

Por que isso é um fracasso? Este anime é um caso raro em que o desvio da fonte não se tornou um sucesso criativo. Perdeu até mesmo aquilo pelo qual a série era valorizada: psicologismo, escolhas morais difíceis e a imersão lenta na loucura. Em vez disso — poses estéticas vazias, ação confusa e traição dos personagens. Não é surpreendente que, depois disso, até o estúdio Pierrot tenha abandonado novas experiências, e os fãs exijam um remake há décadas.

«Rent-A-Girlfriend» (2020 - …)

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'Rent-A-Girlfriend' é um projeto básico de múltiplas temporadas que se transformou em um ciclo infinito de situações artificialmente esticadas, onde a trama não anda e os personagens não saem do estado de indecisão adolescente por anos. O protagonista Kazuya, em vez de se desenvolver, ficou preso em um loop de dúvidas infinitas, e seu 'romance' com Chizuru há muito se transformou em uma novela mexicana com obstáculos artificiais. A segunda temporada apenas agravou o problema, adicionando novas garotas ao harém, mas sem dar ao público um progresso claro no relacionamento — em vez disso, os espectadores receberam dezenas de episódios com diálogos repetitivos onde os heróis discutem os mesmos problemas em círculo.

A animação, aliás, não é melhor — o estúdio TMS Entertainment claramente economizou nos quadros, fazendo com que cenas-chave se resumam a diálogos estáticos em fundos borrados. Até momentos emocionais, como confissões ou conflitos, parecem planos, como se fossem retirados de uma visual novel barata. Particularmente irritante é a frequência com que a câmera foca nos seios e quadris das heroínas, transformando uma história romântica em uma atração de fanservice.

O pecado principal de 'Rent-A-Girlfriend' é sua dinâmica tóxica. Kazuya não é apenas infantil — ele é patologicamente inadequado, ora entrando em histeria por ninharias, ora gastando o dinheiro da família para alugar um amor falso. Chizuru, em vez de quebrar esse círculo vicioso, apenas alimenta suas ilusões, criando um relacionamento baseado em mentiras e manipulações. E se na primeira temporada isso ainda podia ser atribuído ao início da história, na quarta temporada (anunciada para 2025) a situação não mudou — os criadores claramente decidiram extrair a franquia até o último iene, sem se preocupar com a lógica ou a satisfação do público.

Isso não é apenas um anime ruim — é um simulacro infinito de romance, onde não há crescimento de personagens nem respeito pelo público. Se a primeira temporada ainda podia ser tolerada por ironia, as continuações apenas confirmaram: o projeto existe apenas porque alguém continua a financiá-lo.

«Boruto: Naruto Next Generations» (2017 – 2023)

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'Boruto' não apenas decepcionou, mas destruiu metodicamente tudo o que tornava o original icônico. Em vez de batalhas épicas e escolhas morais complexas — fillers infinitos (80% dos episódios!), onde crianças shinobi resolvem problemas escolares com brinquedos de alta tecnologia, como se os autores tivessem esquecido que a ação se passa em um universo onde, até recentemente, havia uma guerra de vida ou morte. Personagens da geração passada, como Naruto e Sasuke, transformaram-se em caricaturas: eles não foram apenas enfraquecidos para a trama — tornaram-se figurantes impotentes em contraste com adolescentes que ganham poder de inimigos 'alienígenas' por acaso. Até visualmente o projeto fracassou: a animação caiu para o nível de rostos 'flutuantes' e lutas estáticas, onde em vez de jutsus complexos os heróis apenas trocam socos.

O problema do anime não é a falta de talento dos criadores, mas uma traição sistêmica a 'Naruto'. Aqui não há nem indício de 'trabalho duro' — o filho do Hokage domina o Rasengan com facilidade, embora no original isso fosse um símbolo de muitos anos de treinamento. Também não há sacrifício: o mundo que antes equilibrava-se à beira da catástrofe agora lembra uma paródia com mini-canhões e consoles portáteis. Até o cânone do mangá, pelo qual os fillers eram tolerados, acabou amassado: arcos-chave como o da 'prisão' foram apresentados de forma tão entediante que até os fãs reconhecem.

A ironia é que o estúdio Pierrot cavou a própria cova do projeto: o anime foi interrompido devido ao excesso de fillers, que desmotivaram até os animadores. Mas o pior é que 'Boruto' não é apenas ruim — ele é tóxico para o legado de 'Naruto'. Cada episódio lembra como se pode transformar uma grande história em merchandise sem sentido, onde até a morte de Jiraiya é desvalorizada pelo fato de que os atuais 'gênios' vencem sem esforço. Se o original ensinava a lutar, a 'nova geração' ensina apenas como fracassar uma sequência em todos os níveis.

«Black Butler» (2008-...)

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'Black Butler' é uma mistura confusa de fanservice, buracos na trama e atmosfera perdida. A primeira temporada estreou em 2008, quando o mangá ainda não tinha material suficiente, e em vez de uma adaptação cuidadosa, o público recebeu uma vinagrete caótica de capítulos canônicos e fillers mal conectados. Por exemplo, o arco crucial do Coveiro foi revelado cedo demais, spoilerando reviravoltas futuras do mangá, e a motivação de antagonistas como Angela resumiu-se a 'porque são maus' sem qualquer indício da profundidade do original.

Personagens vazios. Sebastian, que no mangá equilibra sarcasmo e frieza cruel, aqui tornou-se apenas um 'mordomo ideal' sem sal. Ciel, em vez de uma criança complexa com trauma e astúcia, transformou-se em uma boneca carrancuda cujas decisões se resumem a 'ordene — mato'. Até os momentos cômicos com Grell ou os servos da Phantomhive parecem forçados — como se os criadores tivessem esquecido que o humor deve ser engraçado, não irritante.

Visualmente, a série também não resiste a críticas. Apesar da bela estilização da Inglaterra vitoriana, a animação frequentemente cai para diálogos em fundos borrados. As cenas de luta, que deveriam ser a marca registrada do mordomo demônio, lembram um slideshow: alguns golpes, flashes — e os inimigos são derrotados. Particularmente vergonhoso é o final da primeira temporada, onde Sebastian de repente 'fica triste' e vai embora, embora no mangá seu comportamento seja sempre lógico e previsível.

A segunda temporada então tornou-se uma parábola. A mudança de sexo de Ciel, a transferência da ação para os tempos modernos e uma trama absolutamente sem sentido sobre o 'rei demônio' — isso não é nem fanfic, mas uma paródia do original. Os espectadores justamente se indignaram: por que quebrar o lore estabelecido se era possível simplesmente esperar o lançamento de novos capítulos do mangá? A adaptação da Netflix de 2014 apenas consolidou o fracasso, transformando Sebastian em um adereço e Ciel em um modelo de gênero trocado sem carisma.

Em vez de um detetive sombrio com questões filosóficas, o público recebeu uma mistura de insinuações yaoi, vilões planos e um visual que se sustenta apenas pela nostalgia. Se você quer entender por que os fãs ainda exigem um remake — leia o mangá. O anime vale a pena ser assistido apenas como um exemplo de como não fazer adaptações.

«Gibiate» (2020)

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Desde o início, o projeto sofre de uma gritante discrepância entre a ideia ambiciosa (pós-apocalipse + samurais + vírus alienígena) e sua execução. Os monstros, criados com CGI tosco, parecem assets fracassados de um jogo mobile dos anos 2010, e sua animação se resume a solavancos e teletransporte entre quadros. Enquanto isso, as cenas de luta, que deveriam ser a marca registrada, lembram um slideshow: o samurai Sensui balança a espada — e lá está uma dúzia de mutantes se desfazendo sem qualquer indício de física ou dinâmica.

O enredo oscila entre o absurdo e o tédio. Os viajantes da era Edo não apenas dominam instantaneamente as realidades de 2030, mas também aceitam sem questionar o fato de que foram 'convocados' para lutar contra o vírus. A lógica está desligada permanentemente: monstros que podem ser mortos com armas brancas em combate corpo a corpo, por alguma razão, não foram destruídos pelo exército com armas de fogo e aviação antes do colapso global. O clímax com a origem alienígena do vírus no 11º episódio parece uma tentativa desesperada de tapar os buracos da trama, mas apenas agrava a impressão de um roteiro caótico escrito de qualquer jeito.

Os personagens são outro fracasso. Kathleen, a única médica no mundo capaz de criar uma vacina, regularmente esquece o cuidado e se mete no meio do perigo. O samurai e o ninja, em vez de demonstrar tática ou pelo menos medo do desconhecido, simplesmente cortam monstros com rostos de pedra. Até os vilões da gangue 'Gallients' são um conjunto de clichês: um ex-yakuza, um maníaco poluente e um gordo glutão, cujas motivações se resumem a 'só gostamos de roubar'.

O lado técnico completa a catástrofe. Os cenários no Japão pós-apocalíptico parecem decorações 3D baratas, e o claro-escuro funciona no princípio de 'onde sobra luz, onde falta'. A trilha sonora, apesar da participação de Yuzo Koshiro, consiste em faixas repetitivas com um shamisen intrusivo que, no meio da temporada, começa a irritar os ouvidos.


A lista de animes fracassados poderia continuar por muito tempo, mas não temos tanto espaço. Portanto, você pode sempre discordar de nós ou contar sobre outros títulos ruins nos comentários, para que as pessoas saibam o que é melhor não tocar. Como se diz, prevenido vale por dois.

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