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Entre os últimos lançamentos digitais, o filme 'Companion' com as estrelas emergentes de séries Sofia Thatcher ('Yellowjackets') e Jack Quaid ('The Boys').

Iris e Josh são o casal perfeito. Ela o ama imensamente e faz tudo para que Josh seja feliz, e ele... é apenas um bom rapaz que decidiu mimar sua namorada com uma viagem para o campo. Na mansão do rico russo Sergei, está marcado um encontro com os amigos de Josh e mais algumas coisas que Iris ainda não precisa saber. Mas isso será no futuro; por enquanto, os jovens dançam, discutem como os casais se conheceram e olham de soslaio para Iris. Todos, exceto ela, sabem que ela é um robô.

A ideia de fazer mais um filme sobre robôs, especialmente sobre garotas-robôs, que hoje em dia podem ser encontradas para todos os gostos, desde a boneca androide infantil M3gan até a hipererótica assistente Alice do filme 'Megan: A seu dispor', não é nova e até um pouco batida. No entanto, Iris, cujo nome na versão original do filme é ironicamente um anagrama do assistente de voz Siri, equilibra-se entre a inocência e a sexualidade. Sua imagem é a personificação perfeita do desejo masculino, onde a mulher é ao mesmo tempo a tradicional esposa americana dos anos 1950 e a amante pronta para realizar qualquer fantasia.

Cena do filme 'Companion'
Cena do filme 'Companion'

'Companion', posicionado na campanha promocional mais como um filme de terror, do ponto de vista de gênero lembra mais um thriller de ficção científica, mas o componente de horror ainda está presente, embora não em sua forma clássica. Apesar de o diretor estreante Drew Hancock ter criado e escrito o filme sozinho, sente-se a influência do produtor Zach Cregger, que dirigiu o aclamado filme de terror de 2022. Tanto 'Barbarian' quanto 'Companion' são histórias originais baseadas na reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. No entanto, no filme de Cregger, o foco estava principalmente na ambiguidade da compreensão do verdadeiro antagonista e na natureza da violência, enquanto 'Companion' de Hancock opta pela perspectiva feminina e explora as relações modernas através dela.

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Vitaly Gizatullin
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A benevolência externa de Josh é enganosa, e as bandeiras vermelhas sobre ele podem ser notadas desde o início do filme, mas ele realmente mantém habilmente a máscara de bom moço. Por trás do pseudo-cuidado, esconde-se uma falsa nobreza e covardia que o levam a tentativas desesperadas de melhorar seu status aos olhos da sociedade. Comprar um robô companheiro foi sua maneira simples de eliminar a solidão e realizar o desejo de dominar pelo menos alguém.

Embora Iris seja um robô destinado a satisfazer as necessidades humanas, foi ele quem decidiu construir um relacionamento com ela de forma que o androide se sentisse humano. Nesses momentos, 'Companion' começa a exibir cenas assustadoras que lembram um terror psicológico. Cada vez que Josh decide, por capricho, desligar Iris, alterar suas configurações invadindo o sistema e usá-la para seu próprio benefício, involuntariamente nos encolhemos ao pensar em estar sob o controle alheio da própria mente e corpo.

Cena do filme 'Companion'
Cena do filme 'Companion'

Embora 'Companion' se concentre na incrível protagonista Sofia Thatcher, um papel pequeno, mas importante, é desempenhado pelo personagem secundário de Lucas Gage, Patrick, que acaba sendo o segundo robô na festa. Além de refletir a perspectiva masculina, admitindo que eles também podem ser usados, Patrick, ao contrário de Iris, está em um relacionamento com uma pessoa que realmente o ama. Nesse contraste, Josh novamente fica em desvantagem, deixando claro que tal tratamento em relação ao outro, mesmo que seja de metal, é criminoso.

A tentativa de Drew Hancock de dar uma abordagem original a uma história um tanto batida sobre máquinas humanoides trouxe uma visão nova e atual do ponto de vista da ideia. No nível da construção do enredo, 'Companion' às vezes falha — é interessante de assistir, mas em alguns momentos surge um certo cansaço com as perseguições na floresta. No entanto, 'Companion' é um dos poucos filmes atualmente capazes de oferecer reviravoltas inesperadas ao longo de toda a duração, sem cair em repetições e permanecendo relevante para o público feminino e masculino.

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