
Em 1º de outubro, no cinema online KION, estreia a aventura de ação e drama «Amura» com Alena Mikhailova e Yuri Kolokolnikov. Sobre o exotismo visto em projetos nacionais nos primeiros episódios – em nosso material.
Extremo Oriente. Uma garota de aparência frágil governante de Westeros trabalha meio período no porto marítimo. Ela está concentrada e silenciosa. Não responde à paquera dos colegas. O problema é que à noite ela tem que entrar no ringue para participar de uma luta de artes marciais mistas. E oferecem a ela para "entregar" essa luta por dinheiro.

Mas este está longe de ser o único e nem mesmo o principal problema de Anna, conhecida pelo pseudônimo "Amura" (Alena Mikhailova). Ela recebe uma mensagem de sua irmã gêmea Nadya, que recentemente foi para o Japão. A mensagem deixa claro que ela está em apuros, e só sua irmã lutadora da Rússia pode salvá-la, com a ajuda de seu ex-namorado (Yuri Kolokolnikov).
A série «Amura» habilmente pega carona na tendência global por tudo que é japonês (não faz muito tempo, «Shogun», «Polícia de Tóquio», «Sunny» fizeram sucesso). E para maior autenticidade, o projeto incorpora elementos de mangá e anime – não apenas nos créditos, mas também nos episódios que contam o passado das irmãs. É ótimo que, para naturalidade, parte das filmagens realmente ocorreu na Ásia com atores estrangeiros, a equipe internacional trabalhou na direção de ação e dublês, e junto com a série também é lançado um mangá baseado.

Os diretores são Andrei Dzhunkovsky e Ilya Ovsenyov, a dupla que nos deu um dos melhores projetos do ano passado – a série «Sonhos de Alice». De lá, a severa Ekaterina Vilkova também veio para «Amura», além de um agradável trabalho visual. Embora Ovsenyov seja principalmente um operador de câmera, além das inserções de animação, a imagem é estereotipicamente, mas não sem razão, dominada por tons de neon, imergindo na atmosfera do Japão urbano.
Pelo Japão tradicional, aqui responde a yakuza, já que é difícil imaginar uma série sobre o país do sol nascente sem o lado criminoso, e para quê?! Portanto, já nos episódios de estreia haverá tiroteios, perseguições e línguas cortadas misturadas com piadas sobre a falta de dedos como marca distintiva da máfia. Os papéis dos yakuza foram interpretados por atores japoneses — Yuta Koga, Izumi Sano, Ken Takigawa e Kenzo Shirahama. Portanto, não há problemas com o colorido local.
Além da dinâmica e do cenário exótico para o cinema nacional, é curioso observar a nova performance de Alena Mikhailova. A atriz, que tradicionalmente interpreta heroínas vítimas ou fracas em todos os aspectos, desta vez não apenas "se dividiu", mas em uma das personas interpreta o completo oposto de sua filmografia – ela mesma toma as rédeas de seu destino, mesmo que essas mãos tenham que dar uma surra em alguns yakuza. Parece um pouco estranho, incomum e não 100% convincente, mas há algo nisso. Vamos continuar assistindo.
Trailer:
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