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«Sunny» é a nova série da Apple TV+ sobre uma mulher de luto e seu robô. Contamos por que essa mistura peculiar de comédia, thriller e história no estilo de «Tokyo Vice» realmente funciona.

A série «Sunny» começa com sangue espirrando nas paredes laranja brilhantes e um robô destruindo pessoas na sala de estar ao redor dele. Em seguida, vemos Rashida Jones como Suzie Sakamoto, uma expatriada americana que veio para o Japão alguns anos antes da história principal para "curar suas feridas" e viver uma vida tranquila em solidão. Em vez disso, ela conheceu o encantador Masa (Hidetoshi Nishijima); eles se casaram e tiveram um filho, Zen.

Sunny série
Cena da série «Sunny»

Depois, somos transportados para o "nosso" tempo, onde Masa e Zen desaparecem em um misterioso acidente de avião. Yuki, colega de trabalho do marido desaparecido (morto?) de Suzie em uma empresa de tecnologia, traz para ela um robô doméstico chamado Sunny como um presente de consolo.

Mas não é apenas um robô qualquer; foi programado pelo próprio Masa para sua esposa, levando em conta seus hábitos e personalidade. O que é surpreendente, já que ela sempre pensou que o marido trabalhava com geladeiras. Depois disso, ela decide descobrir mais sobre o passado de Masa, que guarda muitos segredos.

Sunny 2024
Cena da série «Sunny»

Como Suzie tem tecnofobia, já no início do show somos presenteados com uma infinidade de situações cômicas que contrastam fortemente com a história tragicômica sobre a perda das pessoas mais próximas, que ainda tinham segredos de você. Esse aspecto, aliás, é muito bem desenvolvido. Os autores refletem sobre a impossibilidade óbvia de realmente conhecer outra pessoa, bem como sobre a dor e a solidão. Por exemplo, descobrimos que Masa vivia como um hikikomori, o que de certa forma o aproximou de sua futura esposa, também uma solitária por natureza.

A série «Sunny» não se limita a oscilar entre drama e comédia (embora por vezes seja comédia negra!). Apesar do ritmo lento, há espaço para um thriller conspiratório envolvendo a yakuza (e uma loira psicopata impressionante interpretada por Judy Ongg) e reflexões mais atuais do que nunca sobre o potencial da inteligência artificial (para o bem ou para o mal).

E não esqueçamos que Suzie é uma estrangeira no Japão, que não conhece muito bem a história e a cultura dessas terras, e muitas cenas são dedicadas a isso. Isso mantém a tendência de histórias sobre estrangeiros se assimilando no País do Sol Nascente, iniciada por «Tokyo Vice» e seguida por «Shōgun».

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Cena da série «Sunny»

O acúmulo de gêneros e temas, o ritmo confuso mas lento, não impedem «Sunny» de ser uma série envolvente. Ela tem a atmosfera "desapegada" presente em muitos projetos da A24 (foi esse estúdio que produziu o projeto, lançado na Apple TV+), tem a ótima Rashida Jones, capaz de prender a atenção do espectador, um mistério quase detetivesco que se mantém até os episódios finais, e o mascote fofo Sunny, que lembra vagamente seu primo de «Black Mirror». Em suma, tem tudo para passar algumas noites agradáveis assistindo enquanto espera a nova temporada de «Severance».

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