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A temporada final de 'Barry' terminou recentemente — uma série que você quase certamente vai gostar. Por quê? Explicamos neste artigo. E se você não gostar, escreva nos comentários, vamos entender o que e como.

Recentemente, o projeto de autor do ator, roteirista, comediante e autor de muitos esquetes hilários para o Saturday Night Live, Bill Hader, a série 'Barry', chegou ao fim. A série conta a história de um assassino de aluguel que de repente decide mudar de vida e se tornar ator.

Hader não só convenceu os chefes da HBO a desenvolver a série, participou de sua criação, como também interpretou um dos papéis principais. A quarta temporada foi a final, ao mesmo tempo agradando os espectadores com mais reviravoltas e causando tristeza por o show não continuar.

Se você ainda não assistiu 'Barry', nós (eu) corremos para contar por que esta é uma ótima série, que merece todas as indicações ao Emmy de Melhor Série de Comédia (pena que sem vitórias, mas pelo menos Bill Hader e Henry Winkler ganharam prêmios por seus papéis) e sua atenção. E se você já está assistindo, escreva nos comentários o que você ama no projeto.

Motivo zero: episódio de 30 minutos, temporada de 8 episódios

Esta é, talvez, a razão mais óbvia e banal, por isso não está incluída na lista geral. Mas ainda é importante esclarecer que esta série não vai te cansar com sua duração esticada. Afinal, é muito mais fácil aguentar 30 minutos do que um episódio de uma hora. Na realidade moderna da vida e da competição feroz dos streamings pela atenção do espectador, a duração do episódio decide.

1. Personagens imperfeitos e multidimensionais

Todos os personagens da série, sem exceção, são personalidades muito contraditórias com destinos difíceis, que conseguem fazer tanto o bem quanto o mal. Às vezes você simpatiza com eles, e às vezes grita com a tela e não entende como podem ser tão imprudentes e míopes. E se somarmos a isso o absurdo de muitas situações em que se encontram, o que acontece às vezes lembra uma montanha-russa: ora estão no auge do idiotismo, ora de repente pensam com sensatez.

A multidimensionalidade e a imperfeição dos personagens é o que cativa. Afinal, em suas ações, palavras e atitudes perante a vida, muitas vezes podemos ver nosso próprio reflexo. E graças à excelente atuação, todas as emoções na tela são sentidas como na vida real.

Barry

2. Imprevisibilidade do enredo

O enredo de 'Barry' é algo que não para de surpreender. Por isso, quando se soube que a quarta temporada seria a última, todos começaram a especular como terminaria a história do infeliz assassino que decidiu se tornar ator. As reviravoltas na trama são feitas para surpreender e enganar as expectativas.

Além disso, a maneira de contar a história aqui é baseada em contrastes e grotesco, especialmente no que diz respeito à demonstração de violência. Aí vai um tiroteio em massa ao som de música alegre ou melancólica. Ou então conversas sobre amor, e um segundo depois, uma poça de sangue no quadro. Sem falar que o protagonista usa seu passado de assassino para aprimorar suas habilidades de atuação.

Ao mesmo tempo, a série tem muita emoção e sinceridade, que é compreensível e próxima de todos. Afinal, o tema central de 'Barry' é a crise de identidade. Cada personagem aqui está em busca de si mesmo, de seu lugar no mundo. E um de seus principais motivos é o desejo de se tornar melhor. É verdade que, ao assistir, muitas vezes vem à mente a frase: 'queria fazer o melhor, mas acaba como sempre'.

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3. Mistura de gêneros

Inicialmente, 'Barry' foi posicionada como uma comédia negra, onde se brincava sutilmente sobre morte e violência, com muita sátira e absurdo. Mas gradualmente o show mudou de direção e, na quarta temporada, a série se transformou em um drama humano profundo. Além disso, na série também podem ser notados elementos de suspense, ação e um pouco de máfia.

Portanto, há bastante ação, humor, tragédia e espetáculo. Cada um encontrará algo de seu agrado.

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4. Referências à cultura pop e ao cinema clássico

Um dos valores inquestionáveis de 'Barry' é seu amor declarado pelo cinema. Portanto, a série cita ativamente diretores famosos e faz referências aos clássicos do cinema. Mas também não se esquece de fazer referências à cultura de massa, sem a qual os filmes e séries modernos parecem cada vez mais impossíveis. A cultura pop reflete o cinema, o cinema reflete a cultura pop, para parafrasear uma afirmação conhecida sobre a inter-relação entre cinema e vida. E fuçar tudo isso não é menos interessante do que acompanhar o desenvolvimento da trama.

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5. Sátira mordaz

Uma comédia negra não pode ser negra sem sátira à sociedade. Aqui, Bill Hader e sua equipe tentam girar esse botão ao máximo, abordando o que há de mais atual e doloroso.

A última temporada se destacou também por uma sátira bastante contundente a Hollywood. Há críticas aos chefões do cinema que podem cancelar um projeto por causa da avaliação de um algoritmo, e aos gerentes que podem tanto elevar quanto destruir a carreira de um ator. E uma caricatura sobre como em Hollywood se ganha dinheiro com tudo. E a verdade não interessa a ninguém: do jeito que você conta a história, essa será a verdade.

No último episódio da quarta temporada, 'Barry' parece sugerir que, no final, a nossa/sua vida é apenas mais uma história que pode ser contada em Hollywood (se for interessante o suficiente). E sob qual molho ela será contada, não depende de você.

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P.S. E isso sem falar de como tudo é lindamente filmado, especialmente as cenas em plano-sequência. E a correção de cor. E as montagens. E a atmosfera visual geral.