
O segundo "Esquadrão Suicida" é o principal blockbuster da temporada de verão, que pode mudar a situação das classificações etárias em filmes de super-heróis.
Um grupo de bandidos ridículos (Rei Tubarão, Arlequina, C.R.C.H., Bloodsport, Homem-Ervilha, Ratoeira-2, Pacificador e muitos outros) é enviado em uma missão secreta para roubar uma arma perigosa de um ditador de um país do terceiro mundo. Se completarem a tarefa, sairão da prisão, se, é claro, sobreviverem ao confronto com hordas de inimigos. Se não completarem, morrerão, pois em seus pescoços há bombas que detonam se desobedecerem ordens. O esquadrão é controlado por Amanda Waller (Viola Davis) — uma mulher que não sente pena de seus "funcionários".
A Liberdade de James Gunn
— é um diretor único, cujo estilo criativo se manifesta desde seus primeiros trabalhos: em seus filmes há uma trilha sonora magnífica, um excelente visual e um humor situacional característico. Ele não tem medo de experimentar com os gêneros de seus projetos: já dirigiu filmes de terror ("Slither"), paródias ("Super") e comédias ("Movie 43"). A maioria do público conhece Gunn por seu trabalho no universo MCU, especialmente no filme "Guardiões da Galáxia", um dos maiores blockbusters da última década, que mudou a abordagem desse gênero. Gunn "coloriu" os espaços cósmicos da Marvel, afastando-se dos primeiros trabalhos do estúdio, que seguiam uma direção mais sombria. Mais tarde, suas ideias encontraram continuidade no terceiro "Thor" e nos "Vingadores" finais.
Em 5 de agosto, estreia o filme "Esquadrão Suicida: Missão de Fuga". Na cadeira de diretor está James Gunn. Leia sobre a trajetória criativa de Gunn em nosso artigo.
Open materialMas em 2018, Gunn foi demitido do estúdio por causa de tweets antigos, ficando desempregado. Isso chamou a atenção do principal rival da Marvel — o estúdio DC, que estava em crise na época devido à falta de identidade própria e à perseguição aos concorrentes. No âmbito da DC, Gunn recebeu total liberdade criativa, além de uma classificação etária de 18+, algo que os chefes da Disney não podiam permitir.
Ao trabalhar no novo projeto, o diretor se aventurou: encontrou personagens estranhos das páginas dos quadrinhos, escolheu bons atores e filmou com o mínimo de efeitos especiais. É por isso que seu "Esquadrão Suicida" já nas primeiras cenas promete sucesso.
O Verdadeiro "Esquadrão Suicida"
O novo "Esquadrão Suicida" também foi uma tentativa de corrigir a parte anterior fracassada, por isso há tantas contraposições ao primeiro filme. O principal problema do original era que as apostas na vida dos personagens eram baixas: era fácil adivinhar a mortalidade dos heróis, e com isso, o principal suspense do filme desaparecia. Com Gunn, é o contrário: os personagens começam a morrer desde o início, e a cena de abertura é a melhor coisa filmada neste ano no gênero. Também é surpreendente que o diretor simplesmente não se importa com o passado dos personagens, o que significa que podem morrer até aqueles que mais queremos ver na tela. Formalmente, o novo "Esquadrão Suicida" só pode surpreender uma vez, porque em visualizações subsequentes o público já saberá o suspense do filme. E Gunn fez de tudo para que a primeira visualização deixe apenas boas impressões.
Personagens, Humor, Visual e Pequenos Defeitos
Ele fez um enorme trabalho com os personagens do filme, transformando todos os marginais em uma verdadeira família, como foi em "Guardiões da Galáxia". Quase todos os personagens do esquadrão conseguem ser memoráveis para o público, mesmo que vivam tempos diferentes na tela, por isso as apostas no "VKontakte" não são inúteis. Destaca-se no geral o Pacificador – personagem de John Cena, a quem o ator se dedicou completamente, ganhando assim um projeto solo em forma de série. Também foi feito um trabalho com os velhos personagens, incluindo a Arlequina. Nas mãos de James Gunn, a personagem de Margot Robbie finalmente se tornou uma psicopata, e não uma bomba sexual.
Também impressiona que, por trás do humor negro, Gunn esconde um verdadeiro drama, composto por um conflito incomum entre pais e filhos, conversas sobre o sentido da vida e a contraposição dos objetivos dos membros da equipe.
Vale destacar separadamente o estilo visual do filme. Além de Gunn camuflar os créditos do filme nos objetos do quadro, ele também filma magnificamente as cenas de ação. Com certeza você não vai ficar entediado, pois quase a cada cinco minutos algo acontece: tiroteios, perseguições e batalhas com um monstro gigante.
Também é surpreendente que, apesar de toda a tolice do que acontece, o filme não cai no absurdo, embora se aproxime muito disso: os personagens lutam com uma grande estrela cósmica, fazem piadas obscenas e sempre fazem algo fora do plano.
Não sem pontos negativos. Apesar do seu início, "Esquadrão Suicida" cai um pouco no meio, o que pode fazer perder o interesse em tudo que está acontecendo. Tudo é deixado para o final do filme, incluindo duas cenas pós-créditos, então é preciso esperar um pouco.
Vale a pena assistir ao filme "Esquadrão Suicida: Missão de Fuga"?
"Esquadrão Suicida" de James Gunn é o sonho de um diretor que aspira ao título de melhor blockbuster da temporada. É um daqueles filmes que exigem ser vistos na tela grande, e o fluxo interminável de humor negro, crueldade e reviravoltas inesperadas agradará a todos.
Trailer:
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