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Contamos o que é "Rua do Medo. Parte 2: 1978", um terror no estilo dos slashers clássicos dos anos 70.

A Netflix lançou o filme "Rua do Medo. Parte 2: 1978" (Fear Street Part Two: 1978), continuação da incomum trilogia de terror baseada nas obras de R.L. Stine. Por que incomum? Porque a trama segue em ordem inversa: de 1994 para 1666, quando ocorreu uma tragédia misteriosa que desencadeou eventos sobrenaturais e dezenas de mortes na malfadada cidade de Shadyside.

Qual é o segredo no final, descobriremos no último filme (lançado em 16 de julho), mas por enquanto vamos entender como a diretora Leigh Janiak tentou nos surpreender nesta parada intermediária da história e por que a ideia de mostrar prequelas como sequências realmente funciona.

Cuidado, o texto contém SPOILERS da primeira parte, portanto é recomendado ler após assisti-la, ou por sua conta e risco

Agora um slasher clássico

Os sobreviventes do confronto com os assassinos em série reanimados pela bruxa Sarah Fier, Deena (Kiana Madeira) e seu irmão Josh (Benjamin Flores Jr.), procuram C. Berman (Gillian Jacobs), a garota que sobreviveu ao massacre de 1978 no acampamento Nightwing. Eles esperam que ela os ajude a libertar sua amiga da possessão e, ao mesmo tempo, acabar com a bruxa que aterroriza Shadyside há séculos.

Para reconstruir o quadro dos eventos, C. conta a verdade sobre o que aconteceu no fatídico verão de 1978 e qual foi o papel de Sarah Fier nisso.

Rua do Medo 2

Leigh Janiak, junto com a mudança de década, altera habilmente a roupagem do gênero. Sim, o público ainda terá um slasher juvenil. Mas, ao contrário de , sem meta-ironia e abundância de assassinos imortais.

"Rua do Medo. Parte 1: 1994" — bom cinema de baixo orçamento
Roman Kovalev
"Rua do Medo. Parte 1: 1994" — bom cinema de baixo orçamento

Um sósia de "Pânico" ou um terror original? Um slasher típico ou o início de algo cult? Contamos o que é "Rua do Medo. Parte 1: 1994".

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"Rua do Medo. Parte 2: 1978" é mais um slasher tradicional no estilo dos anos 70 (não é à toa que escolheram essa década), onde há um assassino compreensível (nem tanto) que, com um machado em punho, manda pessoas para o outro mundo em massa para deleite do público. E para aumentar a atmosfera, agora em vez de Firestarter Prodigy, ouvimos Cherry Bomb de Joan Jett.

Nisso reside tanto o charme do filme quanto seu principal erro — separada da história geral, a segunda parte é uma cópia do filme "Nas Colinas têm Olhos". Uma cópia decente, mas que não pode oferecer ao espectador algo novo, nunca visto antes.

Rua do Medo 1978

No entanto, para as pessoas que sentem falta das tradicionais lutas pela sobrevivência contra um maníaco mascarado e para os fãs pessoais da besta ruiva de olhos azuis Sadie Sink ("Stranger Things"), talvez isso seja mais do que suficiente para uma noite agradável em frente à tela assistindo "Rua do Medo. Parte 2: 1978".

Prequelas como sequências proporcionam uma nova experiência cinematográfica

Já no nível conceitual, a trilogia com cronologia inversa parecia curiosa, mas controversa. É possível interessar um espectador que já conhece os resultados dos eventos passados? Afinal, já no primeiro filme nos contaram como terminou o massacre no acampamento e como Sarah Fier morreu. Como amarrar logicamente todas as tramas e concluir a história "moderna" no passado? Afinal, o desfecho dos eventos de 1994 ainda está longe do fim.

Após assistir à primeira parte de "Rua do Medo", muitas perguntas desse tipo se acumularam, então os criadores conseguiram atingir o nível necessário de intriga e aquecer o interesse pelas continuações. O que podemos dizer após assistir ao segundo filme no contexto da história geral? Tudo se resume aos detalhes.

Rua do Medo 2 Netflix

Como já observamos acima, a história do segundo filme em si acabou sendo bastante mediana (até a reviravolta foi pouco convincente), mas dentro do ramo global da trama da trilogia, funciona muito bem. Recebemos muitos detalhes que faltavam para entender as premissas dos eventos sobrenaturais. Nos foi sugerida uma possível maneira de derrotar a bruxa. Alguns personagens que provavelmente desempenharão um papel fundamental no desfecho da trama foram melhor desenvolvidos.

As prequelas de "Rua do Medo" cumprem diligentemente o papel de sequências: expandem o universo, apresentam melhor os personagens, aumentam a escala. E isso é feito de uma forma incomum, que proporciona uma experiência cinematográfica especial. De certa forma, talvez tímida e até barata (o gênero exige), mas ainda assim bastante original. E por isso já queremos agradecer a Leigh Janiak, Netflix e R.L. Stine, autor dos nossos amados "livros de terror" da infância. E aguardamos o final da trilogia!

Trailer: