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«Lupin» da Netflix — uma nova tentativa de trazer à vida nos ecrãs um dos heróis literários mais populares. Mas será que é bem-sucedida?

As histórias sobre Arsène Lupin, o ladrão cavalheiro, há décadas que estimulam as mentes de cineastas e espectadores de todos os cantos do planeta. Este personagem, em popularidade, pode rivalizar com o próprio Sherlock Holmes (com quem, aliás, se cruzou em mundos literários), por isso não é surpreendente que as adaptações das aventuras deste herói espirituoso continuem a ser lançadas até hoje.

Os criadores da série «Lupin» (Lupin), que estreou a 8 de janeiro na plataforma Netflix, tentaram mais uma vez dar vida a Arsène Lupin e às suas aventuras. Sobre o quão bem Omar Sy lidou com o papel do ladrão cavalheiro e como os autores do programa conseguiram modernizar os livros de Maurice Leblanc, leia na nossa análise.

Pelo caminho de «Sherlock» da BBC

Assane Diop (Omar Sy) é um jovem empreendedor que consegue um emprego no Louvre e depois idealiza um plano ousado de roubo com o furto do colar da rainha Maria Antonieta. Mas ele quer fazer isto não só para enriquecer, mas também para se vingar de uma família rica que privou o seu pai 25 anos atrás.

Omar Sy Lupin

Não mencionámos Sherlock no início por acaso. Tal como no sucesso britânico com Benedict Cumberbatch, a ação no programa francês da Netflix foi transferida para a nossa realidade, onde existem câmaras e outros gadgets que influenciam significativamente a história e, em particular, qualquer plano de roubo.

Embora não de uma forma tão inesperada e elegante como em «Sherlock», os criadores de «Lupin» conseguiram entrelaçar organicamente as tramas de Leblanc no cenário da França contemporânea. Eles não fizeram do herói de Omar Sy o próprio Arsène Lupin, mas criaram uma história sobre como um rapaz, inspirado pelas aventuras do ladrão cavalheiro, resolve os seus problemas com igual graciosidade e engenho.

Uma aventura leve, dinâmica e cativante

«Lupin» distingue-se por um alto ritmo narrativo, por isso não damos conta de como os primeiros cinco episódios da temporada de estreia passam rapidamente. A série tem elementos de cinema de aventura e um subtexto social com um toque dramático, inevitável nas realidades contemporâneas, humor orgânico e um jogo de gato e rato entre o criminoso e as autoridades.

Esta diversidade proporciona uma infinidade de emoções durante a visualização, por isso, mesmo personagens superficialmente escritos e algumas reviravoltas francamente estúpidas no guião não estragam muito a impressão geral. E isto sem sequer mencionarmos o carisma de Omar Sy, a quem finalmente calhou um papel decente!

Análise de Lupin

Um dos criadores do programa é George Kay, que trabalhou em séries como «Criminal», «Killing Eve» e «The Hour». Devido a este currículo, alguns espectadores podem ter questões sobre certos momentos da história e o senso comum (por vezes, as personagens deslocam-se no tempo e no espaço tão bem como super-heróis). Ao mesmo tempo, serve como garantia de uma narrativa cativante. Bem, e quem não erra?

Vale a pena ver a série «Lupin»?

«Lupin» é um espetáculo divertido e puramente de entretenimento. Se não esperar grandes revelações dele, há a possibilidade de obter muito prazer com a atuação de Omar Sy, os truques inesperados do protagonista e a história geralmente cativante.

Trailer: