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Depois de ver dezenas de filmes diferentes, a nossa equipa decidiu os 10 melhores filmes de 2020 e apressa-se a partilhá-los consigo.

Então, chegou a hora de nomear os filmes que tornaram o ano que passou mais brilhante, interessante e emocionante. Apresentamos a vocês os 10 melhores filmes lançados na Rússia em 2020, segundo a equipe do projeto 'Após os Créditos'. Consegue adivinhar quem está no topo?

10º lugar — Adoráveis Mulheres (Little Women)

Adoráveis Mulheres

'Adoráveis Mulheres' de Greta Gerwig é a sétima tentativa de adaptação cinematográfica do romance de Louisa May Alcott, e ainda assim a realizadora conseguiu apresentar a sua visão única da história, deslocando ligeiramente as ênfases e alterando o final.

É um exemplo de respeito pelo original, até aos diálogos literais e à atmosfera transmitida da alegre confusão do lar das quatro irmãs. É impossível tirar os olhos dos figurinos e cenários recriados. Mas o que se destaca no filme são as novas personalidades e as atuações das atrizes, especialmente as estrelas promissoras — Saoirse Ronan e Florence Pugh. É também importante que o filme aborde de forma cativante temas como a autorrealização feminina e a liberdade criativa, o que o torna digno de ser visto.

9º lugar — O Farol (The Lighthouse)

O Farol filme

O filme de Robert Eggers incorpora de forma surpreendente as obras de Shakespeare, mitos antigos, contos marítimos, a literatura de H.P. Lovecraft e Edgar Allan Poe, e muito mais. O resultado é uma mistura explosiva, ativada pelas atuações dos atores — Willem Dafoe e Robert Pattinson. O filme assusta e perturba, e tudo isso acontece sob a beleza cativante da imagem monocromática.

8º lugar — O Oficial e o Espião (J'accuse)

O Oficial e o Espião

Infelizmente, o filme sofre do mesmo efeito que 'Mank' — o público espera algo mais inovador ou hipnotizante de Roman Polanski. Mas o seu novo drama sobre o tema 'homem contra o sistema' pode agradar-nos com figurinos magníficos, cenários notáveis, o desenvolvimento cativante do protagonista e atuações brilhantes, entre as quais se destaca especialmente Louis Garrel, que rouba a atenção do espectador em cada aparição no ecrã (embora não apareça tanto).

7º lugar — Mais Uma Rodada (Druk)

Mais Uma Rodada

Favorito da Academia de Cinema Europeu, o filme revelou-se tão bom quanto os críticos e o público em geral dizem. O filme de Thomas Vinterberg consegue equilibrar-se habilmente na linha entre uma comédia franca sobre professores e o seu estranho experimento e um drama moralizador sobre a influência do álcool na vida humana. O brilhante Mads Mikkelsen, piadas arrasadoras, uma dança inspiradora — é um filme que dificilmente esquecerá depois de o ver.

Beber com estilo não é proibido. Crítica do filme 'Mais Uma Rodada'
Roman Kovalev
Beber com estilo não é proibido. Crítica do filme 'Mais Uma Rodada'

Em 'Mais Uma Rodada', Mads Mikkelsen reencontra Thomas Vinterberg para contar como mudar a vida com a ajuda do álcool.

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6º lugar — Estou a Pensar em Acabar com Tudo (I'm Thinking of Ending Things)

Estou a Pensar em Acabar com Tudo

Charlie Kaufman demonstrou mais uma vez o seu talento para escrever argumentos fora do comum, difíceis de decifrar rapidamente sem um vasto conhecimento de cinema, literatura e cultura pop em geral. O interessante é que os numerosos enigmas e referências no filme não tentam esconder do espectador a mensagem principal; servem para mostrar o que uma pessoa pode enfrentar na luta contra os seus demónios e a forma inesperada como isso pode manifestar-se.

Explicação do significado e das referências do filme de Charlie Kaufman 'Estou a Pensar em Acabar com Tudo'
Roman Kovalev
Explicação do significado e das referências do filme de Charlie Kaufman 'Estou a Pensar em Acabar com Tudo'

O filme 'Estou a Pensar em Acabar com Tudo', do autor de 'Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças', Charlie Kaufman, é um filme inteligente e com várias camadas que necessita de algumas explicações para ser ainda mais apreciado.

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5º lugar — Mank (Mank)

Mank

Para muitos, o novo filme de David Fincher tornou-se algo, já que o mestre (quase) sempre fez filmes notáveis. 'Mank' não é genial, é até um pouco aborrecido em alguns momentos e pode perder a atenção do espectador, mas visualmente é um dos melhores filmes do ano. A estrutura narrativa em flashback, a encenação do plano, o tratamento da película, a música e o som — tudo recria de forma impressionantemente meticulosa a atmosfera de Hollywood dos anos 30 e presta homenagem ao protagonista do filme, nomeadamente ao argumento de 'O Mundo a Seus Pés'. Talvez não queiramos rever 'Mank', mas não podemos deixar de admirar o perfeccionismo de Fincher em termos de cinematografia.

Porque é que 'Mank' de David Fincher não é o melhor filme do ano
Roman Kovalev
Porque é que 'Mank' de David Fincher não é o melhor filme do ano

Após a estreia do filme de David Fincher 'Mank', a questão sobre o melhor filme do ano continua em aberto.

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4º lugar — 1917 (1917)

1917

O realizador Sam Mendes e a sua equipa mergulharam o público nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial ao lado de dois jovens soldados britânicos de forma tão impressionante que estes assistiram à deslocação do ponto A ao ponto B, suspensos.

A principal caraterística do filme é o efeito de filmagem em plano-sequência durante quase duas horas. Na verdade, o filme tem apenas duas cenas que realmente o são, mas a 'grande corrida' da trincheira entrará certamente para a história do cinema. Outra contribuição é a utilização de um novo tipo de câmaras, projetadas por Roger Deakins, que ganhou merecidamente o seu 'Óscar'.

O filme '1917' é daqueles casos em que 'não há palavras, só emoções'.

3º lugar — A Verdade (La vérité)

A Verdade

O japonês Hirokazu Kore-eda, autor do aclamado filme 'Um Assunto de Família', desta vez contou uma história não pungente, mas muito comovente sobre as relações familiares e o valor da memória na vida humana. E quando Catherine Deneuve, Juliette Binoche e Ethan Hawke participam diretamente nesta história — não pode ser mau à partida. Não espere revelações do filme, mas ele garantir-lhe-á emoções, calor na alma e um longo e agradável final de boca.

2º lugar — O Julgamento dos Sete de Chicago (The Trial of the Chicago 7)

O Julgamento dos Sete de Chicago

Aaron Sorkin sempre foi famoso pelos seus diálogos vivos e brilhantes — e 'O Julgamento...' não desiludiu em termos de diálogos, até porque tem uma base muito rica. O verdadeiro julgamento dos participantes nos protestos antiguerra foi uma autêntica farsa politicamente motivada, e as travessuras dos arguidos e as discussões do juiz com os representantes da defesa resultaram em penas adicionais de 4 anos para cada um dos sete e para ambos os advogados por 'desrespeito ao tribunal'. O filme é um dos melhores dramas jurídicos dos últimos anos, e Sacha Baron Cohen merece pelo menos uma nomeação para melhor ator secundário.

1º lugar — Os Gângsteres (The Gentlemen)

Os Gângsteres

Um regresso brilhante, certeiro e, em todos os sentidos, triunfante de Guy Ritchie ao mundo da comédia criminosa britânica. Há muitas personagens, mas é difícil confundir-se, cada uma tem o seu carácter único e um lugar importante na trama. O narrador não fiável acrescenta interesse, Charlie Hunnam dá o melhor trabalho da sua carreira no cinema, um Colin Farrell hilariantemente engraçado torna-se um criador de tendências em fatos de treino masculinos e um exemplo de como fazer piadas sobre temas socialmente sensíveis, e Matthew McConaughey sente-se finalmente na sua zona de conforto. Inequívoca e unanimemente — o melhor filme de 2020, que podemos recomendar sem hesitação — especialmente considerando que em breve seremos brindados com uma série baseada no filme.

5 razões para ver o filme 'Os Gângsteres'
Roman Kovalev
5 razões para ver o filme 'Os Gângsteres'

Em homenagem ao lançamento do filme nas plataformas online, destacamos para si 5 razões para o ver o mais rápido possível.

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Com os melhores cumprimentos, equipa 'Após os Créditos'