
'Palm Springs' - mais um benefício de Andy Samberg e simplesmente um bom filme com loop temporal.
O período da pandemia forçou muitos estúdios a lançar seus lançamentos diretamente no espaço online. Uma dessas novidades foi o filme 'Preso em Palm Springs' (Palm Springs), que estreou na plataforma Hulu em 10 de julho.
O diretor estreante Max Barbakov em seu primeiro longa-metragem decidiu brincar com 'O Dia da Marmota', ou seja, colocar os heróis (sim, ele não é o único especial aqui) em um loop temporal. E ele conseguiu muito bem. Mas vamos por partes.
Casamento infinito
O protagonista chamado Nyles (Andy Samberg) de manhã faz sexo com uma garota que não ama, à tarde descansa na piscina alheia e à noite curte no casamento de seus amigos. E isso se repete dia após dia, porque Nyles caiu em um loop temporal. Devido a uma série de circunstâncias, a irmã da noiva, Sarah (Cristin Milioti), também acaba nessa anomalia. Os heróis são forçados a lutar contra o paradoxo ou aceitá-lo, passando o tempo da forma mais descompromissada possível.
O tema do dia que se repete infinitamente já foi explorado de várias maneiras, desde a clássica história moralizante na comédia cult com Bill Murray até o divertido e espirituoso terror 'A Morte Te Dá Parabéns'. Dizer algo novo dentro desse gênero, que já pode ser considerado separado, é bastante difícil e, no fundo, desnecessário. O principal aqui não é tanto a mensagem em si, mas sua embalagem. E com isso, 'Preso em Palm Springs' está em perfeita ordem.
Engraçado, charmoso e inteligente
O sucesso de qualquer história em loop está em personagens interessantes. Como sempre, tudo o que Andy Samberg faz acaba sendo engraçado. Ele foi brilhante nos esquetes da TV, invadiu o mundo da música como um furacão, gerando uma série de seguidores (incluindo o ótimo grupo 'Khleb'), participou diretamente da criação de uma das sitcoms mais espirituosas da atualidade e se estabeleceu bem no cinema. E mesmo que neste filme vejamos o mesmo charmoso desleixado, isso ainda funciona.
É ainda mais interessante que Samberg não foi o único ponto positivo que sustenta o trabalho de Barbakov. Formando um par perfeitamente harmonioso, apesar de toda a excentricidade, está Cristin Milioti, conhecida por seus papéis em 'Black Mirror' e 'How I Met Your Mother'. Ela adiciona charme à história e, digamos francamente, um olhar feminino sobre a diversão descompromissada, tornando o filme mais universal.
Nos diálogos entre os heróis, revela-se o tema da solidão dos representantes da geração millennial, que tentam se esconder atrás do sarcasmo e de festas intermináveis, sem demonstrar sua dor aos outros. Embora o filme não seja repleto de tons dramáticos e tente de todas as formas entreter o espectador, não se pode chamá-lo de bobo. E essa é mais uma vantagem do projeto.
Vale a pena assistir 'Preso em Palm Springs'?
'Preso em Palm Springs' não pode ser chamado de um filme extremamente engraçado; é improvável que você se lembre de alguma piada ou citação do filme, mas durante o processo você nem vai pensar nisso. A dupla Samberg-Milioti, mais uma aparição épica do brilhante J.K. Simmons e a charmosa palhaçada certamente encontrarão eco em muitos espectadores.
Trailer:
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