
Nos anos 90, muitos filmes românticos incríveis foram lançados, mas muitos não tiveram a chance de conquistar o público. Vamos corrigir esse mal-entendido.
O cinema romântico é frequentemente previsível, ingênuo e excessivamente sentimental, mas sempre amado pelo público por sua proximidade com a realidade e pela crença em ideais incompreensíveis. O auge do gênero ocorreu na década de 1990, quando uma série de seus melhores representantes foi lançada, fazendo com que filmes dignos de atenção ficassem na sombra. Hoje, vamos relembrar obras dos anos 90 que mereciam mais chances.
Sereias (Mermaids, 1990)
A história de uma mãe solteira e sua filha adolescente que não se dão bem, cujo relacionamento se complica cada vez mais quando ambas encontram suas almas gêmeas, toca o coração ao descrever a vida provinciana americana dos anos 1960 e a atuação de Cher, Winona Ryder, Bob Hoskins e da pequena Christina Ricci.
Doutor Hollywood (Doc Hollywood, 1991)
Um dos filmes de maior sucesso na carreira de Michael J. Fox é aquele em que ele interpreta um médico arrogante que, a caminho da cidade, fica preso no interior devido a um acidente de trânsito e gradualmente se encanta com a vida lá, inclusive por causa de seus sentimentos por uma beldade local (Julie Warner).
Lua de Mel em Las Vegas (Honeymoon in Vegas, 1992)
Nicolas Cage brilha em seu estilo maluco habitual nesta comédia, onde seu personagem, um neurótico com medo de se casar, com a ajuda de sósias de Elvis Presley, corre para salvar sua noiva (Sarah Jessica Parker) de um gângster disposto a tudo por ela (James Caan).
Sr. Maravilha (Mr. Wonderful, 1993)
Na obra do diretor de "O Paciente Inglês", Anthony Minghella, um humilde trabalhador (Matt Dillon) procura um marido para sua ex-esposa (Annabella Sciorra) para não pagar pensão alimentícia, pois precisa do dinheiro para investir em um negócio com amigos e comprar uma casa com sua atual namorada.
Sem Palavras (Speechless, 1994)
As estrelas reunidas de "Os Fantasmas se Divertem", Michael Keaton e Geena Davis, interpretam redatores de discursos para políticos que se apaixonam à primeira vista e depois descobrem que estão trabalhando em lados opostos de uma campanha eleitoral.
Beijo Francês (French Kiss, 1995)
No filme de aventura de Lawrence Kasdan, as vistas deslumbrantes de Paris e Cannes, e acima de tudo o charme de Kevin Kline (que interpreta um estrangeiro de forma convincente para um ator de Hollywood) e Meg Ryan (que se tornou um símbolo do gênero comédia romântica) permitem ignorar os momentos forçados na trama.
A Verdade Sobre Gatos e Cachorros (The Truth about Cats and Dogs, 1996)
Uma apresentadora de programa de rádio (Janeane Garofalo), após conversar no ar com um jovem interessante, por complexos em relação à sua própria aparência, envia sua atraente vizinha (Uma Thurman) para um encontro em seu lugar, o que resulta em uma série de situações embaraçosas.
Retrato Perfeito (Picture Perfect, 1997)
Uma ambiciosa funcionária de uma agência de publicidade (Jennifer Aniston), querendo impressionar seus superiores e especialmente um colega de quem gosta (Kevin Bacon), pede a um estranho (Jay Mohr) que finja ser seu noivo, sem suspeitar que ele tem planos de longo prazo para ela.
Seis Dias, Sete Noites (Six Days Seven Nights, 1998)
No filme de Ivan Reitman, que fez sucesso nas bilheterias, mas não agradou aos críticos e foi esquecido com o tempo, sobre duas pessoas quase desconhecidas que, devido a um acidente de avião, ficam isoladas em uma ilha, Harrison Ford e Anne Heche formam um par vibrante e apaixonado, apesar da diferença de idade.
Tango a Três (Three to Tango, 1999)
Um arquiteto promissor (Matthew Perry), erroneamente considerado gay pelos outros, é forçado a fingir ser gay para progredir na carreira, e essa circunstância o ajuda a ficar perto da namorada de seu chefe (Neve Campbell), de quem ele deve "cuidar".
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