#horrores

"Backrooms: Realidade Oculta" (2026, EUA, Canadá)

Esperava muito por esse filme de terror, mas o marketing pregou uma peça suja no filme, na minha opinião. Mas de qualquer forma, minhas expectativas são problemas meus.

O que temos?
Uma história sobre traumas psicológicos de diferentes graus que levam as pessoas à loucura. E tudo isso em um espaço liminar de corredores amarelos e outras salas estranhas.
Os agentes do misterioso instituto Async são mais como funções que deveriam causar medo e assustar, mas na prática não fazem nada de útil.
Entendi este filme mais como um drama acontecendo em um lugar incrível. Um personagem transfere a responsabilidade por seus problemas para os outros e culpa o mundo por tudo. A outra personagem sofre de síndrome do salvador e um trauma infantil severo.

O que eu queria obter?
Um horror sci-fi onde o espaço liminar não fosse tanto um lugar de auto-reflexão, mas sim uma fonte de diferentes monstros e [mesmo que isso não seja canônico] a possibilidade de ir para outros lugares [e não apenas voltar ao ponto A].
Gostaria que esses corredores amarelos fossem participantes ativos do processo, e não apenas mobília.
E que a dramaturgia fosse um pouco mais interessante. Mesmo que não seja nos subtextos e na análise dos traumas, pelo menos na quantidade de eventos e reviravoltas. Para que chamar Mark Duplass para mostrá-lo em algumas cenas? Desperdício.
Eu estaria disposta a ver um drama em Backrooms se o drama fosse mais expressivo, digamos.

No geral, um filme estranho. Mesmo se eu tivesse 0 expectativas [e não tivesse investigado os bastidores dessa creepypasta], parece que muita coisa não foi bem trabalhada, deixando uma sensação estranha no final. Não por causa do final aberto, mas porque não fica claro o que o diretor Kane Parsons queria dizer [alguém poderia ajudar o cara em sua estreia]

Renata Reinsve é maravilhosa!

#resenhas