Burin é um personagem anão que J. R. R. Tolkien criou durante o trabalho em O Senhor dos Anéis, mas posteriormente abandonou a ideia. Apesar de Burin nunca ter aparecido na versão final da obra, seu nome mudou de lugar várias vezes nos primeiros rascunhos.

História da criação

Nas primeiras versões do romance, o personagem era mencionado pela primeira vez com o nome Frár. Foi ele, e não Gimli, quem acompanhou Glóin no Conselho de Elrond.

Mais tarde, Tolkien mudou o plano. Frár se transformou em Burin, filho de Balin. Em uma das etapas do trabalho, supunha-se que ele se tornaria um dos membros da Sociedade do Anel e partiria em jornada com os outros heróis.

No entanto, o escritor revisou o enredo novamente. Em vez de Burin, surgiu Gimli, e o nome Burin foi transferido para outro personagem, que deveria ser o pai de Balin. No final, Tolkien também abandonou essa versão, substituindo Burin por Fundin. Foi Fundin quem se tornou o pai definitivo de Balin e Dwalin nos livros publicados.

Assim, Burin permaneceu como um personagem dos primeiros rascunhos e não entrou na história canônica da Terra-média.

Etimologia

O nome Burin (ou Burinn, Burinn) vem da lista de nomes de anões do nórdico antigo Dvergatal. Traduz-se como "semelhante a um filho" ou "filial".

O nome original do personagem, Frár (Frár), também tem origem no nórdico antigo e significa "rápido".