
Não sei vocês, mas eu sou um grande fã das bucólicas televisivas de Taylor Sheridan.
Não sou especialista em temas de rancho, mas em "Landman" o que me atrai são os momentos em que, intencionalmente ou não, mostram o que normalmente não é exposto.
Em um dos episódios da segunda temporada, mostram a Permian Basin International Oil Show - uma mistura de exposição de conquistas da indústria de petróleo e gás com uma conferência científica e prática. A trama retorna algumas vezes a um estande onde se exibe uma maravilha das maravilhas: uma chave de perfuração automática.
Os perfuradores, olhando para ela, discutem sobre um futuro onde não há lugar para eles, e o engenheiro-chefe olha com reprovação para o consultor que explica como a chave automática o ajudará a reduzir custos com folha de pagamento.
E nesse breve momento, fica clara a principal diferença entre as economias americana e russa. Ou melhor, a diferença no indicador-chave de sua saúde. Se aqui é a baixa inflação, como legado do colapso dos anos 1990, nos EUA é um eco distante da Grande Depressão: a baixa taxa de desemprego.
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