Nos primeiros dias, não me senti nada bem. Rotina diferente, exames constantes, aquela atmosfera hospitalar… comida difícil de apreciar.
E tudo isso coincidiu… com meu aniversário. Não é o cenário mais festivo.
Nos primeiros dias, me peguei pensando que estava começando a ver tudo de forma bastante sombria. Mas em algum momento, lembrei que tinha comigo, no celular, um livro sobre PNL. E lá havia um princípio que me chamou a atenção:
“O mapa não é o território.”
Ou seja, a forma como percebemos a situação é apenas nossa interpretação, não a realidade em si.
Comecei a fazer um exercício simples: buscar outro “mapa” para essa situação.
E de repente, descobri que havia muitos pontos positivos nessa história.
Dormi bem pela primeira vez em muito tempo.
Passei muito tempo com minha filha – simplesmente ao lado dela, sem agitação.
Li um livro novo e estudei ideias interessantes.
Continuei trabalhando com clientes.
E em algum momento, me peguei pensando: a mesma situação… mas a sensação é completamente diferente.
Às vezes, não é a vida que muda.
É o mapa através do qual a vemos que muda.
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