Existe um caso antigo e bom - durante todo o ano, grandes fabricantes de brinquedos testam diferentes produtos, procuram o mais bem-sucedido e que mais agrada as crianças. Lançam alguns desenhos animados com o personagem, fazem propaganda em programas do YouTube, etc. No Natal, todos os pais já sabem o que comprar para o filho. No mínimo, porque a criança já contou umas seis mil vezes como aquele brinquedo é legal. Todos os pais correm e compram aquele brinquedo. Este é o esquema clássico e funciona.

Mas aí o conselho de administração de uma hipotética Hasbro aparece e diz: Façam o que quiserem, mas as vendas no próximo ano têm que crescer. O gerente triste vai dormir, porque a manhã é mais sábia que a noite) E lança um novo esquema.
O que você faria? Eu, em primeiro lugar, visitaria os mercados dos países vizinhos, aumentaria a publicidade e tentaria vender mais. E isso provavelmente funcionaria. As vendas cresceriam cerca de 1,5%.

Os gerentes da Hasbro fizeram diferente. Eles reduziram a quantidade de brinquedos das séries mais populares e aumentaram os da segunda linha. Loucos? Funcionou. O que aconteceu. Os pais corriam atrás do tal Huggy Wuggy, já que ninguém tirou a propaganda e todas as crianças querem aquele terror de pelúcia, mas nas lojas não havia para todos. Os pais compram o brinquedo de segunda prioridade e o dão de presente no Natal, embora já tivessem prometido o Huggy Wuggy ou a criança só quisesse aquele. E o principal é que os brinquedos diminuíram, mas exatamente o suficiente para que, no círculo do Pedrinho, alguém com certeza os tivesse. No final, os pais, tendo comprado o brinquedo de segunda categoria, vão e depois do Natal compram o que queriam, já que a Hasbro, logo no dia seguinte ao Natal, enche as prateleiras para que todos tenham. As vendas cresceram um terço.