Quando eu tinha cerca de 10 anos, minha mãe era apaixonada por aquarismo e tínhamos dois aquários em casa, onde viviam peixes e caracóis. Não comprávamos os caracóis; eles vieram por conta própria com o substrato doado por alguém. Ao perceber que, se não tocássemos nos caracóis nem os retirássemos do aquário, eles magicamente aumentavam em número, vi uma produção fácil e decidi que deveria produzi-los e vendê-los. Não apenas para pessoas comuns, mas me tornar fornecedor da loja de animais mais próxima.

Mas como ainda tinha pouca experiência, decidi que vender de 1 a 5 caracóis era bobagem; precisava criar muitos e depois levar. No final, deixei o aquário de 30 litros (não muito grande) com 300 a 500 caracóis, que ocuparam cada espaço livre, devoraram todas as plantas e já olhavam avidamente para os peixes. Foi um sucesso e decidi: é hora! Peguei alguns e levei à loja de animais. Sou grato às mulheres por não terem me expulsado, não terem destruído a ideia, mas realmente iniciado um diálogo sobre a compra. No entanto, ao olharem para os caracóis, disseram-me que não eram os caracóis certos, eram pragas que ninguém compraria, e que agora eu teria uma aventura muito interessante para removê-los do aquário, porque alguns espécimes particularmente astutos sobrevivem até mesmo à fervura.

Foi assim que aprendi que primeiro é preciso descobrir a demanda e depois iniciar a produção. Eu pisei nesse ancinho novamente ou, mais sábio pela experiência, testei a demanda? Claro que iniciei a produção – porque fazer o produto é divertido, mas conduzir entrevistas é assustador.