Muitas vezes, nos modelos de negócios, não há consideração pela inércia e pela relutância das pessoas em mudar. Problemas compreensíveis são melhores do que melhorias incompreensíveis - o produto que você usa atualmente tem falhas, mas falha de forma previsível. Já sabemos como lidar com isso, quando reiniciar, onde chutar, o que ajustar. Já um novo produto oferece melhorias, mas também trará novos problemas, que ainda precisam ser estudados, assimilados e descobertos onde e como corrigir. E não existem produtos perfeitos. Portanto, se você olhar para seu modelo de negócios de um ponto de vista racional e ele se basear na suposição "As pessoas são racionais, por que recusariam um benefício real?" - saiba que elas recusarão sim. Primeiro, os economistas já provaram há muito tempo que o ser humano não se comporta racionalmente ao comprar e escolher produtos, etc. Segundo, enquanto não confiarem em nós, também não confiarão em nossa proposta de valor.

Não acredita? Pode fazer um experimento. Vá para a rua em um local movimentado e comece a distribuir dinheiro para as pessoas. Elas não vão pegá-lo no início, a menos que mecanicamente pensem que é um panfleto, então vá para um lugar onde não distribuem panfletos. E assim que alguém perceber que é dinheiro real e entender que você está dando de graça, essa pessoa voltará, e seu comportamento chamará a atenção dos outros. Nesse momento, todos começarão a pegar o dinheiro. O mesmo acontece com a compra da sua proposta de valor.

O que fazer com esse conhecimento? Ajustar os planos de vendas, perceber que são necessários os primeiros seguidores e avaliações reais. Só então as vendas atingirão a capacidade planejada.