Na literatura de negócios, risco é a probabilidade de perda. Nos modelos financeiros, é uma variável calculada. Mas no empreendedorismo científico-tecnológico, significa outra coisa. É a fronteira além da qual termina o conhecido e começa o conhecimento.

Este canal é dedicado a um tema que abordaremos a partir dos primeiros princípios: o empreendedorismo científico-tecnológico não como economia, mas como filosofia. Não como um esquema de monetização, mas como um modo de ser-no-mundo, onde o pesquisador, o engenheiro e o fundador se tornam intérpretes da realidade.

🔍 Por que hermenêutica?

Porque a tecnologia não é uma ferramenta neutra. É um "texto" que o mundo nos escreve através de experimentos, falhas e avanços. O empreendedor aqui não é apenas um organizador de processos, mas um leitor e coautor desse texto. Ele se move em um círculo hermenêutico: da hipótese ao protótipo, do fracasso a uma nova compreensão, do sinal particular ao sentido total.

🗂 Seções do canal

Para que a busca de sentido não se transforme em caos, proponho quatro vetores de movimento:

🧪 Hermenêutica da hipótese
Análise filosófica de casos, métodos, fracassos e insights em P&D e Deep Tech.
Pergunta-chave: um experimento malsucedido é uma refutação da teoria ou um novo texto para interpretação?

🌪 Ontologia da incerteza
A natureza do risco, tempo, ação e responsabilidade em condições de ignorância.
Pergunta-chave: o que é o "futuro" para o empreendedor — um objeto de cálculo ou um horizonte de compreensão?

📚 Textos e contextos
Clássicos da filosofia, ciência e tecnologia aplicados aos desafios atuais.
Pergunta-chave: o que Heidegger nos diz sobre startups de plataforma? Como ler Schumpeter após a IA?

💬 Diálogo com o horizonte
Reflexão autoral, perguntas da audiência, polêmica, interpretações de convidados.
Pergunta-chave: onde está, no seu projeto, a fronteira entre a busca científica e o risco comercial?

Este é um espaço autoral. Não darei fórmulas prontas de "sucesso". Em vez disso, oferecerei uma linguagem para refletir sobre o que acontece na interseção da ciência, tecnologia e gesto empreendedor.

Seu papel não é o de leitor passivo, mas de participante do diálogo. Esclareça, conteste, complemente. Como escreveu Gadamer, a compreensão só é possível no encontro de horizontes.

Bem-vindo ao "Epistemologia do Risco".
Aqui não evitamos a incerteza. Aprendemos a lê-la.