Em primeiro lugar, vamos ficar mais pobres, e o país inteiro. O volume anual de roubos apenas no varejo de alimentos russo é estimado em centenas de bilhões, e apenas uma pequena parte disso é roubo por pobreza evidente.
Na maioria das vezes, são laticínios, pão, etc. - produtos básicos.
Já os outros 90-95% são álcool caro (ninguém rouba vinho de 300 rublos ou gin de 500 rublos), salmão, caviar, queijos, etc.
Existe até todo um mercado negro onde se vende o que foi roubado.
Nada disso está na lista de produtos de primeira necessidade e não pode ser classificado como "roubo por fome".
Quando criança, vivi os anos 90 em Chișinău (nem mesmo em Moscou), mas me lembro bem das pessoas na frente das lojas pedindo comida, pedindo pão ou kefir.
Era uma situação em que os muito, muito pobres pediam ajuda aos simplesmente pobres, e meus pais às vezes compravam esse "jantar" para outras pessoas.
Não havia trabalho decente, nem vagas que prometessem pagamento.
Já em tempos mais prósperos e bons (como agora), temos uma situação em que alguns não se contentam com produtos bons/comuns/normais, eles querem luxo e superconsumo, e de graça.
E também tive uma colega de classe que escrevia nos cadernos a lápis para depois apagar tudo com borracha e reutilizar o caderno.
Em que categoria de pobreza isso se encaixa em 2026?
Mas ninguém tentou roubar salmão e champanhe de 4000 rublos.
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