Se os construtores da mansão do comerciante Kuleshov soubessem que, 180 anos depois, na entrada do edifício estaria uma foto do presidente libertário Javier Milei, eles certamente ficariam muito surpresos.

As relações diplomáticas entre Rússia e Argentina começaram em 1885 e foram interrompidas de 1921 a 1946, como sugere a crônica dos embaixadores pendurada em uma das paredes.
Nas outras, há principalmente vistas da Argentina e gravuras dedicadas a Montevidéu, capital do vizinho Uruguai (hehe, como se diz).

A vibe da embaixada argentina é tão relaxada que nem há detectores de metais.

O embaixador argentino fez um discurso de boas-vindas e desejou aos russos não apenas beber mais Malbec (em homenagem a isso foi a reunião), mas também visitá-los.
Mas o espelho sobre o retrato do presidente argentino parece sugerir exclusivamente turismo de ancestralidade, mas o passaporte argentino é uma faca de dois gumes com um monte de problemas potenciais, então é melhor pensar bem.

O interior do edifício é muito tranquilo, mas na época soviética houve milhões de restaurações grosseiras que afetaram o interior.
Até 1997, aqui ficava a embaixada de Ruanda, e os argentinos estavam em uma mansão muito mais majestosa, a mansão List, projetada pelo arquiteto Kekushev (pesquise no Google).

P.S.
Os habitantes de Mendoza, desde os tempos de Darwin, não mudaram muito.