Em Moscou, a promoção de teatros se resume a um conjunto padrão: é preciso enfiar o maior número possível de veículos de mídia como parceiros, para que esses veículos façam anúncios que ninguém lê, mas o trabalho é GRANDE, grandes veículos de mídia como PARCEIROS.

Depois disso, é preciso fazer concursos infinitamente, não importa com quem, não importa onde. Isso é alcance e reputação. Eu vi a exportação de alcances de posts de concurso de um projeto, resultou em cerca de 20.000 pessoas em um mês. Dois departamentos trabalharam por um mês.

Também é preciso distribuir ingressos para todos que pedem, isso também dará alcances.

Em um dos nossos projetos atuais, tomei uma decisão radical.

Nada de concursos inúteis e tudo aquilo que não pode responder claramente e em números à pergunta "O que isso dará ao projeto".

Nada de alcances abstratos. Se o parceiro não pode responder claramente sobre os alcances médios, ele está mentindo.

Nada de longas negociações sobre coisas vagas que terminam com a gente devendo, enquanto não nos devem nada.

No geral, para o lixo todos os pedintes e exigentes, que são muitos em um projeto teatral infantil. Nada de remessas de ingressos para caridade em vagões, apenas projetos especiais pontuais com fundos de caridade verificados e um suporte de relações públicas claro para essas atividades.

Estamos em crise. Não é mais necessário fazer aquele marketing teatral idiota só para cumprir tabela, com grandes lotes de ingressos. Isso é prejudicial, que nojo, parem com essa porcaria.

Vendam ingressos.