«Pitt» ainda é ótimo, mas...

Assisti à segunda temporada da série que fez sucesso no ano passado, «Pitt» (ou «Hospital Pitt»), e me peguei pensando que a continuação é maravilhosa, mas em todos os aspectos é mais fraca que o original.

Na primeira temporada, havia uma tensão crescente que culminou em vários episódios catárticos relacionados ao tiroteio no festival.

Havia cenas fortes em termos de emoção, incluindo momentos com o garoto que se tornou doador de órgãos involuntariamente, ou a história sobre violência sexual. E o que dizer do episódio em que o protagonista sai para a escada apenas para respirar, mal conseguindo conter as lágrimas diante de tudo que estava acontecendo?!

Havia uma dinâmica bem pensada, que mudava de momentos de trabalho tranquilos para explosões de adrenalina quando o incrível Sean Hatosy aparecia em cena (sua ausência na temporada de premiações é um verdadeiro crime).

A segunda temporada é inferior em todos esses aspectos, e significativamente.

Ao mesmo tempo, os autores merecem aplausos por não terem seguido o caminho da autorepetição e por terem deslocado visivelmente o foco do heroísmo dos médicos para seus problemas internos, mostrando que eles também são humanos e podem errar, sofrer, ser inseguros.

E, provavelmente, alguns momentos desta temporada também ficarão na memória. Como a despedida do paciente frequente Louis, que sofria de alcoolismo, mas, como se descobre, por razões trágicas, e que até o fim permaneceu uma pessoa iluminada. E o episódio da coleta de "evidências" para o caso de violência sexual - foi feito de forma sutil, com respeito e uma força incrível.