EM CONTINUAÇÃO AO POST ANTERIOR — MEUS PENSAMENTOS SOBRE PRODUTOS

No trabalho de produto, é fácil acreditar:

“Vamos encontrar uma ideia forte, confirmar a demanda, calcular a economia — e a empresa vai entender tudo sozinha”.


Não vai entender…

Você pode fazer entrevistas, montar um MVP e criar uma apresentação que até a fonte parece motivada.

Mas então a produção não está pronta para mudar o cronograma, as compras não veem motivos, as vendas não entendem a motivação, e o comitê espera que alguém assuma a responsabilidade.

E aí você não é mais um gerente de produto, e sim um herói de RPG corporativo: coletando aprovações e procurando quem realmente toma a decisão😀

Por isso, para lançar um produto, não bastam apenas ideia e economia. É preciso identificar as pessoas que controlam:

💵 orçamento;
🎯 acesso a clientes;
🏭 produção e compras;
🛡 apoio da liderança;
🔘 remoção de barreiras organizacionais;
🌐 tecnologia, parceiros e canais de vendas.

Isso não é necessariamente intriga. Na versão saudável, chama-se trabalho com stakeholders e formação de coalizão de apoio.

Projetos não são movidos por apresentações. São movidos por pessoas que têm recursos e disposição para compartilhá-los.

Minha principal conclusão: o gerente de produto deve estudar não apenas o cliente, o mercado e o produto, mas também a arquitetura de influência ao redor do projeto

Porque um bom produto sem apoio pode continuar sendo um arquivo bonito. Mas um produto com as pessoas certas tem a chance de se tornar um negócio 🚀