Lembro que tudo o que postei neste canal com a tag #Peski sobre a história em quadrinhos

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mudou-se 🩵➡️ para cá ⬅️🩵
E este canal continuará sendo um blog pessoal.
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Enquanto desenho o 10º episódio, a versão em livro da história foi temporariamente adiada. Voltarei à prosa quando tiver pelo menos algumas páginas desenhadas, para alternar.
Por enquanto, a versão em livro permanece exclusiva para os assinantes do canal.

— Ah, qual é!
Lira se agachou e virou-se deliberadamente. "Quando isso vai acabar?", pensou ela. O vento não parava, a areia zumbia e cantava sua antiga canção, o dia não terminava, a vista das rochas a entediava, a companhia de Harim também. A garota suspirou o mais alto e triste possível e começou a se mexer, tentando se acomodar. Mas isso não chamou a atenção de Harim, que continuava rastejando pelo chão tentando recolher o conteúdo do recipiente que ela havia derramado. Lira até começou a sentir um leve remorso — o soliano sempre realizava qualquer trabalho com muito esforço e paciência, e talvez não devesse ter se exaltado tanto por causa daquele shaitan peludo. Ela olhou desconfiada para seu segundo companheiro. Kuz dormia pacificamente ao lado, com as pernas confortavelmente dobradas, e até parecia bastante fofo — como se o incidente de uma hora atrás não tivesse acontecido. E ele precisava deixar tão claro para ela que não só no sentido figurado, mas também no sentido literal, ele simplesmente não se importava que ela fosse uma "deusa branca"? Harim depois passou uma hora inteira limpando-a e acalmando-a, agora ainda estava ocupado com a limpeza, e aquela fera descansava tranquilamente com aquele seu sorriso encantador!
Lira fez bico e se enrolou mais apertado na capa de viagem. A canção do vento a embalava, o calor a deixava sonolenta, na fenda estava claro e na verdade nem tão ruim assim. Mas o sono era impedido por uma ansiedade crescente: as pulseiras ressoavam cada vez mais forte, a vibração ecoava delicadamente em seu pulso, informando que o dono de uma ou até várias chaves estava por perto. Será que alguém estava se movendo pelo deserto durante a tempestade de areia? A garota engoliu em seco e pressionou a mão contra o peito, tentando acalmar as sensações desagradáveis. Tudo o que ela podia fazer por enquanto era evitar encontros com outros deuses. E a perspectiva de enfrentar um concorrente cara a cara em um espaço aberto a assustava ainda mais. Melhor chegar logo à cidade — lá a probabilidade de um ataque é bem menor.
— Harim! — chamou ela em um sussurro. — Minhas chaves estão ressoando.
O soliano largou o recipiente e se endireitou, apertando o cabo da adaga. Um silêncio tenso se instalou.