A diferença realmente existe.
Psicólogo — é sobre "por que aconteceu assim e como lidar com isso". Ele ajuda a lidar com o passado, traumas, emoções complexas e bloqueios internos, para restaurar o equilíbrio e a estabilidade.
Coach — é sobre "para onde e como seguir em frente". Ele ajuda a olhar para o futuro: entender o que você quer, quais recursos você tem, o que te atrapalha e quais passos podem te ajudar a avançar. É um formato de parceria, onde o coach faz perguntas, baseando-se nos seus recursos internos, mas não dá receitas prontas (como um mentor, conselheiro ou consultor).
Se olharmos para a história, o coaching surgiu do esporte. Seu fundador, o professor de Harvard e treinador de tênis Timothy Gallwey, percebeu que os atletas muitas vezes são retardados não por limitações físicas, mas internas — nervosismo, insegurança, dúvidas. Ele entendeu que a dependência excessiva do treinador também atrapalha o desenvolvimento. Sua abordagem consistia em remover a resistência e orientar o atleta para que ele liberasse seu próprio potencial. Hoje, essa abordagem funciona não apenas no esporte.
Pode-se dizer que o coach ajuda a ir do ponto A ao ponto B pela rota mais direta. E o psicólogo descobre como você chegou ao ponto A.
A psicologia e o coaching podem trabalhar em paralelo e até em conjunto para alcançar um objetivo. Assim como o psicólogo, o coach não ignora as emoções — pois elas fazem parte do recurso e do autoconhecimento.
Mas existem estados em que as competências do coach podem ser insuficientes (transtornos de ansiedade, estresse emocional intenso, depressão, etc.) e ele pode sugerir que você procure um psicólogo.
Se você sente energia e disposição para seguir em frente, mas não tem clareza para onde e por onde começar — às vezes basta olhar para sua situação sob um novo ângulo. Uma sessão de coaching pode ser o espaço onde você encontra suas próprias respostas.
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