
Assisti a 'Executar Não Pode Perdoar' (onde a vírgula é óbvia, é cinema de Hollywood) de Timur Bekmambetov... e até gostei
O diretor-experimentador-visionário-louco (risque o que não se aplica) descobriu como combinar organicamente seu amado formato screenlife com cinema normal para pessoas. Ou seja, a maior parte do tempo vemos gravações de câmeras de vídeo, vídeos de smartphones e assim por diante, mas ao mesmo tempo vemos cenas 'reais' com atores, onde Rebecca Ferguson, que interpretou a IA, se destacou especialmente. Talvez seja a melhor inteligência artificial em tela que já vimos (Scarlett Johansson em 'Ela' nós apenas ouvimos).
Quanto ao enredo e aos temas abordados, não há revelações, exceto que a IA de Bekmambetov pode, por algum motivo, expressar emoção se você conversar bem com ela. Fora isso, acusações injustas, uma série de suspeitos, vingança e tudo a que o público está acostumado em thrillers semelhantes está presente.
Como um simples entretenimento sem necessidade de pensar, o filme funciona bem e até diverte. Além disso, com esse conceito, daria para fazer uma boa série procedural!
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