Pode-se fazer flexões para trás se a região lombar dói ou se há hérnia?


Resposta curta: durante a dor aguda, não. Fora da crise, na maioria das vezes sim, mas com inteligência.


Agora, mais detalhes.


Se a região lombar está com dor intensa agora, a questão de se exercitar simplesmente não surgirá.


Mas se você sabe que tem uma hérnia ou a região lombar dói com frequência, mas não há dor aguda — isso não é uma proibição de se movimentar. A grande maioria das pessoas tem hérnias e protrusões, e muitas vivem ativamente sem sequer saber delas. A questão não está no fato da hérnia em si, mas em como a carga é distribuída. É justamente na distribuição inadequada da carga que muitas vezes reside a causa das dores lombares.


Por que às vezes as flexões para trás pioram a situação?


Porque o movimento "afunda" na região lombar.
Quando os quadris não se estendem, o tórax está rígido, as pernas estão passivas, a região lombar assume tudo.


Uma flexão para trás segura é construída de outra forma:
primeiro, pelve estável (leve inclinação posterior),
glúteos ativos,
trabalho das pernas,
movimento na região torácica,
e só então extensão moderada na lombar.



É importante entender:
o objetivo dos exercícios não é a profundidade da forma, mas a qualidade do movimento. E quando há movimento funcional, você pode ir para amplitudes maiores.



Se a região lombar dói regularmente, vale a pena analisar a técnica, o fortalecimento do core (não apenas do abdômen!), a mobilidade dos quadris e da região torácica. Muitas vezes, aí está a causa oculta.


Portanto: flexões para trás não prejudicam a região lombar.
Flexões para trás não preparadas e não controladas podem ser um problema até para uma coluna saudável, se realizadas sistematicamente sem atenção à técnica.
Já as bem estruturadas, ao contrário, ajudam a melhorar a mobilidade, a postura e reduzir a sobrecarga.


A região lombar não gosta de proibições, mas de carga razoável.

A partir desta semana, no estúdio na Nezhinskaya, começamos um grande bloco dedicado às flexões para trás. Durante todo o mês, trabalharemos a habilidade de distribuir a carga de forma eficiente, a mobilidade da região torácica e dos ombros, o fortalecimento dos músculos que formam o corset e a estabilidade pélvica, para que os movimentos sejam funcionais e, portanto, úteis não apenas no tapete, mas também na vida.


Pratique para o bem!