

O CEO do Snapchat, Evan Spiegel, deu uma entrevista na qual afirmou que a distribuição é mais importante que o produto. A distribuição é o novo fosso defensivo contra concorrentes.
O Snapchat é praticamente desconhecido na Rússia, mas é uma rede social popular nos EUA, Índia, França e vários outros países europeus. O Snapchat inventou os Stories, a navegação por deslize e os filtros AR, que foram clonados por todas as outras redes sociais.
Em 2026, criar um produto não é problema. Redes neurais montam um MVP em um dia. Mas a distribuição é uma distopia (tradução literal). Os usuários quase não baixam novidades. O usuário médio baixa 0,5 aplicativos por mês.
💡 3 conselhos de Evan:
— Não ouça os usuários literalmente. Eles pediram um botão "Enviar para todos" e receberam Stories. Empatia é mais importante que pesquisas. Spiegel ia à casa dos usuários e passava horas falando sobre a vida deles com o telefone.
— Ecossistema é armadura. O código é copiado em uma noite, mas a rede de milhões de criadores, nunca. A salvação são novas plataformas que substituam os smartphones. Na opinião de Evan, essa plataforma são os óculos AR.
— IA centrada no humano. A IA deve assumir a rotina (testes, bugs, código) para que o humano continue sendo o "maestro" dos significados. A IA no Snapchat não substitui pessoas, mas acelera a criatividade, especialmente para designers. Spiegel conta como uma equipe de 9 a 12 pessoas agora usa redes neurais para gerar código de protótipos e elementos de UI, reduzindo o ciclo da ideia ao teste de semanas para horas.
Sobrevive não o mais tecnológico, mas aquele que cria uma plataforma que não pode ser copiada com simples código.
P.S. Evan proíbe smartphones para seus filhos até os 16 anos.
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