Há pouco tempo, estávamos rindo de scripts open-source para queima sem sentido de tokens de IA para KPIs corporativos e estudando a economia inquebrável de toda essa sandice generativa.
Bem, a realidade chegou — os investidores ficaram sóbrios, e as big techs começaram a cortar custos.
1️⃣ Uber: Tokens não se convertem em funcionalidades
O COO da Uber declarou abertamente que está cada vez mais difícil justificar os gastos com IA. Em abril, descobriu-se que os engenheiros da Uber já haviam consumido todo o orçamento anual do Claude Code.
E sabe a que conclusão genial a liderança chegou? Acontece que o crescimento múltiplo dos tokens queimados não tem absolutamente nenhuma correlação com o aumento de funcionalidades úteis para o negócio.
Parece óbvio: se você acoplar um LLM poderoso a processos ruins, terá apenas processos ruins muito caros. Mas os negócios precisaram gastar milhões para entender que acesso infinito a APIs não torna um desenvolvedor 5x mais produtivo num estalar de dedos. Para compensar essas perdas com IA, a Uber agora está desacelerando as contratações.
A propósito, a loucura corporativa do "tokenmaxxing" também está diminuindo. O Duolingo, por exemplo, removeu métricas de IA das avaliações de desempenho.
2️⃣ Microsoft: Comam o que é dado
A segunda notícia é ainda mais engraçada. A Microsoft está retirando em massa as licenças do Claude Code de seus próprios engenheiros e forçando todos a migrar para o GitHub Copilot CLI.
O motivo é banal: 30 de junho é o fim do ano fiscal. Pagar as contas da Anthropic para milhares de desenvolvedores estava pesando demais nas despesas operacionais. E não importa que os engenheiros gostassem mais do Claude Code, e que a própria Microsoft seja a maior parceira da Anthropic. Economizar custos é mais importante que a conveniência.
E a "boa" notícia é que, nas empresas russas, nem sequer conseguiram implementar ativamente o uso de IA no desenvolvimento, e ela já está sendo revertida. Não vivíamos bem, para que começar? 😅
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