“os clientes são indisciplinados”.
Mas se olharmos para a situação através da economia do serviço, o quadro é diferente.
O cliente não paga pelas ações jurídicas em si.
Ele paga pela sensação de progresso em direção ao resultado.
Quando a pessoa vê progresso — o pagamento é percebido como parte do processo.
Quando o progresso não é visível — o pagamento começa a parecer um adiantamento por incerteza.
E a prioridade desse pagamento cai.
No final, ocorre uma cadeia típica:
falta de transparência do processo → ansiedade do cliente → perguntas “o que está acontecendo com o caso?” → atraso no pagamento → lembretes manuais
Para a empresa, isso significa aumento dos custos ocultos:
• gerentes gastam tempo com explicações
• aumenta a carga operacional
• diminui a previsibilidade do fluxo de caixa
• aumenta o risco de atrasos e recusas
Se traduzirmos isso para a linguagem da economia do serviço, surge um padrão simples:
quanto maior a transparência do processo, menores os custos de transação de acompanhamento do cliente.
E maior:
— disciplina de pagamento
— confiança
— probabilidade de reincidência
Portanto, a transparência não é um “recurso conveniente”.
É a infraestrutura de gestão do relacionamento com o cliente.
Em outras indústrias, isso já se tornou norma.
No banco, vemos o status da operação.
Na entrega, onde está o pedido.
No marketplace, a etapa de processamento da compra.
O mercado jurídico está apenas começando a se mover nessa direção.
E é por isso que surge um novo padrão de serviço:
o cliente deve ver o processo, não apenas o resultado.
A próxima pergunta que muitos líderes de escritórios de advocacia fazem:
se tornarmos o processo transparente,
os clientes não começarão a fazer ainda mais perguntas?
Falaremos sobre isso no próximo post.
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