Projeto "Aristóteles"

Em 2012, o Google lançou o projeto interno "Aristóteles" para estudar os fatores que determinam a equipe ideal. Os pesquisadores analisaram centenas de grupos de trabalho, examinando tudo, desde a frequência de almoços conjuntos até as qualidades pessoais dos gerentes. Supunha-se que a chave para o sucesso estava na combinação dos melhores especialistas ou personalidades semelhantes.

"No Google, sabemos encontrar padrões, mas neste caso não havia nenhum."

No entanto, nenhum padrão foi encontrado. Nem a combinação de tipos de personalidade, nem interesses comuns, nem o estilo de gestão determinavam o sucesso. Equipes com composição quase idêntica apresentavam resultados completamente opostos.

Portanto, a equipe de pesquisa mudou para testar outras hipóteses e descobriu o seguinte:

Não importa quem está na equipe — o que importa é como as pessoas interagem. E o fator chave para o alto desempenho acabou sendo a segurança psicológica. É ela que determina diretamente a disposição das pessoas em expressar seu ponto de vista.


Ao perceber isso, o Google começou a treinar em massa os líderes em habilidades de comunicação. O foco estava em três áreas:
1️⃣ Habilidades de autogestão: Como não cair na defesa do "silêncio" ou no "ataque" quando se está com medo.
2️⃣ Habilidades para abordar tópicos "perigosos": Como dar feedback sem destruir, mas construir.
3️⃣ Habilidades para ajudar os outros: Como trazer o interlocutor de volta a um diálogo construtivo se ele já entrou em modo de defesa.

Nas equipes com alto nível de segurança psicológica, observou-se o seguinte:
— produtividade 19% maior;
— número de soluções inovadoras 31% maior;
— rotatividade 27% menor;
— engajamento 3,6 vezes maior.

P.S. Claro, há questionamentos sobre como as medições de resultados de negócios foram feitas, mas há algo para se pensar.

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