A lógica é compreensível:
se o cliente puder ver cada etapa do caso, ele começará a escrever com mais frequência, perguntar e controlar.
Mas na prática, ocorre o oposto.
A razão está em como funciona a ansiedade do cliente.
Quando uma pessoa não entende o que está acontecendo, seu cérebro automaticamente preenche o cenário mais simples:
"esqueceram de mim".
Desse estado nasce um fluxo de mensagens:
— "e o caso?"
— "há novidades?"
— "você já protocolou?"
— "quando é a audiência?"
Ou seja, a maioria das perguntas não é um pedido de informação.
É uma tentativa de reduzir a ansiedade.
Quando o processo se torna transparente, o cliente tem uma visão do que está acontecendo:
• qual é a etapa atual
• o que já foi feito
• qual é o próximo passo
• quais documentos estão em andamento
A ansiedade diminui.
E junto com ela, diminui a necessidade de escrever constantemente para o gestor.
Nas indústrias de serviços, isso é uma regularidade observada há muito tempo:
a informação reduz a carga na comunicação.
Portanto, o status não é apenas um elemento de interface.
É uma ferramenta de gestão da comunicação.
Na verdade, ocorre uma simples substituição:
em vez de dezenas de explicações manuais,
funciona um sistema transparente de status e eventos.
Para a empresa, isso significa:
— menos perguntas recebidas
— menos lembretes manuais
— mais tempo para tarefas reais
Mas há uma nuance importante aqui.
Se a transparência for feita de forma errada —
ela pode realmente aumentar o número de perguntas.
Analisaremos no próximo post quais três erros os escritórios de advocacia cometem com mais frequência ao tentar "digitalizar" o serviço.
Comentários
0Ainda não há comentários.
Entre para participar da conversa.