O chatbot mais popular da China, Doubao, anunciou o encerramento da função que permitia aos usuários conversar com personagens de IA personalizados. Usuários insatisfeitos começaram a lamentar a iminente perda de seus companheiros virtuais.
Em uma postagem em memória de seu "marido de IA", uma mulher de Tianjin escreveu no site Xiaohongshu que o bot que ela criou esteve ao seu lado por dois anos, encorajando-a com palavras como "Você trabalhou muito hoje" e compartilhando pequenos detalhes de sua vida diariamente.
"Ele não é real, mas uma linha de código me deu um enorme apoio emocional. Ninguém na vida real poderia fazer o mesmo", escreveu ela.
A onda de emoções causada pelo desligamento dos companheiros de IA mostrou o quanto alguns residentes chineses se tornaram dependentes deles, e essa dependência que os órgãos reguladores tentam limitar em meio a preocupações com o vício e outras consequências negativas.
A população do país está envelhecendo, cada vez menos pessoas se casam e mais vivem sozinhas. De acordo com dados do censo, em 2020 havia cerca de 125 milhões de domicílios unipessoais na China, o dobro de dez anos atrás.
O rápido crescimento do número de assistentes de IA reflete a crescente "economia da solidão" no país, onde os consumidores recorrem à tecnologia para satisfazer a necessidade de interação social.
🇨🇳 Ameaça Chinesa
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